ECONOMIA

Parqtel muda para focar projetos na indústria 4.0 Laboratórios incubados vão trabalhar com projetos de automação avançada para o setor industrial

THATIANA PIMENTEL
thatianapimentel.pe@dabr.com.br

Publicação: 13/07/2016 03:00

Parque tecnológico será requalificado e recebe investimentos de R$ 6,4 milhões (Parqtel/Divulgação)
Parque tecnológico será requalificado e recebe investimentos de R$ 6,4 milhões

O Parque Tecnológico de Eletroeletrônicos de Pernambuco (Parqtel) será, a partir de hoje, Parque Tecnológico de Eletroeletrônicos e Tecnologias Associadas de Pernambuco. A mudança de nome envolve a requalificação do local, que deverá focar na manufatura avançada ou indústria 4.0, combinação de recursos de automação industrial com informação e comunicação em rede. Para esse objetivo, serão investidos R$ 6,4 milhões. O dinheiro será usado para a estruturação dos laboratórios de prototipagem mecânica rápida, sistemas embarcados, conformidade eletromagnética, robótica aplicada e de usinagem. Os investimentos também serão destinados a Incubadora Parqtel de Projetos de Inovação Tecnológica (Inbarcatel) e ao programa-piloto de instalação de laboratórios em escolas técnicas de Pernambuco. Os editais destes projetos serão divulgados amanhã.

“O plano estratégico é termos uma agenda para trabalhar a manufatura avançada no estado. Temos poucos recursos, por isso precisamos nos concentrar e nos preparar para essa que é a nova revolução tecnológica. Isso já é realidade e queremos trabalhar a formação e o desenvolvimento das empresas locais”, afirma Lúcia Melo, secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Segundo ela, para conseguir maior impacto, a secretaria articulou recursos do Finep no valor R$ 3,8 milhões, uma contrapartida do governo do estado de R$ 1,29 milhão e ainda recursos da Facepe, sendo R$ 1 milhão para a Inbarcatel e R$ 600 mil para a estruturação dos laboratórios das escolas técnicas. “A incubadora é uma das nossas maiores apostas, mas não trabalharemos incubando empresas, só projetos de empresas, que podem ser de qualquer tamanho”, diz.

A Inbarcatel deverá receber até 10 projetos locais que trabalhem automação e comunicação de máquinas. Poderão concorrer também instituições de ciência e tecnologia que queiram desenvolver novos protótipos. “Queremos ajudar as empresas locais a darem um salto de produção e também queremos melhorar a formação dos profissionais pernambucanos. Sabemos que a indústria 4.0 já chegou e vai crescer muito. Por isso, todo esse planejamento começa agora e segue até dezembro de 2017, quando tanto a incubadora quanto os laboratórios novos deverão estar funcionamento perfeitamente”, completa Lúcia. Quando aprovados, os projetos poderão ficar embarcados de 18 a 24 meses e a mesma empresa pode ter dois projetos funcionando ou mesmo incubar dois projetos seguidos.

O Parqtel conta com uma estrutura de mais de sete mil metros quadrados no Curado, com 12 empresas instaladas ou em fase de instalação, que faturam R$ 100 milhões/ano.