ECONOMIA

Diario econômico

Bruna Siqueira Campos
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diariodepernambuco.com.br

Publicação: 25/03/2017 03:00

A necessidade da CPI

A proposta de reforma articulada para a Previdência Social não sai da cabeça dos brasileiros. Que as mudanças vão acontecer, é fato - o que precisa ser amadurecido antes que o Congresso bata o martelo é como, e sob quais condições, elas serão instituídas e mudarão a vida dos trabalhadores. O custo de se fazer uma reforma impopular nos moldes da que está sendo proposta é altíssimo e, na avaliação dos deputados e senadores, falta o básico: esclarecer por A mais B quais são as despesas da seguridade social, se há sustentabilidade e jogar luz sobre a conta do déficit (ou superávit). “A reforma será aprovada, mas não será a reforma que aqui chegou. Esta é muito dura e compromete o que foi aprovado pela Constituinte. Todos os países estão promovendo ajustes. O Japão faz reforma da Previdência a cada cinco anos para ver as disponibilidades orçamentárias, diminuir ou ampliar vantagens”, pontuou o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho à Rádio Senado, ao comentar sobre a criação da CPI da Previdência. A comissão é articulada na Casa Alta e deve ser instituída em meados de abril. Tema que urge, sobretudo porque a PEC mais polêmica dos últimos tempos, atualmente em análise na Câmara, tem sido usada como moeda de troca pela equipe econômica do governo. Na sexta-feira, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou durante evento no Rio de Janeiro que a queda dos juros também depende da reforma. A Selic, vale lembrar, começou a cair desde que a inflação passou a ceder. Mas embora o IPCA esteja cada dia mais próximo do centro da meta (4,5% ao ano), a Selic continua proibitiva para estimular o crescimento econômico. Por estas e outras, a CPI não pode esperar. Sobretudo quando há tantos mecanismos sendo utilizados, tal qual a DRU (Desvinculação de Receitas da União), que comprometem os cofres do INSS.

JOGO RÁPIDO

Rosário de Pompéia e Socorro Macedo // diretoras da Le Fil Consultoria

Como otimizar a presença de uma empresa na internet?
Rosário: Primeiro a gente vai olhar para o que as pessoas estão falando de positivo, de negativo. Qual é a repercussão disso, se são consumidores ou influenciadores. O que eles estão falando do seu produto e da sua imagem. Depois vamos para o mercado em que a empresa está inserida: quem são os concorrentes, se o cliente está bem ou mal. Quais as tendências de mercado no digital e o que pode ser aproveitado e não está sendo feito para melhorar as vendas. Vamos olhar as redes sociais e o conteúdo para saber se ele propicia bons negócios. Observar os anúncios, ver se são interessantes. Tudo que for de internet, é um trabalho que dura cerca de 40 dias. De uma forma geral, com a gestão de tudo isso, elaboramos um diagnóstico. Mostramos as oportunidades, os riscos e apontamos os caminhos para se fazer o planejamento.

Socorro: De cada lugar, extraímos um tipo de informação. O que for dado público e digital, a gente consegue extrair. Vou olhar seu site, ver quem está acessando, todas as fontes de informação possíveis para entender tanto o consumidor quanto quem trabalha com ele. Às vezes, o consumidor está dizendo que está com um problema e a empresa está postando besteira.

Qual é a primeira demanda: gerenciamento de crise ou vendas?
Rosário: Depende. Quando está em crise, ele (o cliente) entende a importância da rede social, e rápido. Um processo de cinco anos acontece em um mês, porque bate no bolso. Ameaça a imagem, é onde ele estará aberto a entender e mudar. Quanto a impacto de vendas, é mais para o varejo. É o objetivo de exposição de marca, quando querem que a marca se consolide. O objetivo pode ser relacionamento, encontrar brand lovers, que são aqueles que amam a marca.

O que é obrigação e o que é estratégico na vida virtual?
Socorro: Fazer vídeos com foco no YouTube, investir no mobile, ter o que chamamos de SEO (search engine optimization), que é otimização do site para busca orgânica do Google. Ela tem mais credibilidade do que a parte paga. Buscar conteúdo pautado na tendência no que o mercado quer entender. Criar um diálogo de fato com o que as pessoas estão falando nas redes sociais. E o monitoramento é essencial, todo mundo tem que medir resultados.

Tema quente
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, estará nesta segunda-feira no Recife. Tem encontro marcado com 150 empresários associados ao LIDE-Pernambuco sobre os desafios de uma nova legislação trabalhista no Brasil.

Mudança na gestão
Com a saída do advogado Flávio Gouveia, que irá para o Lafepe, a presidência do Porto do Recife passará para Carlos Vilar. Portuário há 39 anos, ele ocupava a diretoria comercial do ancoradouro e foi presidente de 1991 a 2000.

Expo pet nordeste
R$ 302

É o gasto médio mensal das famílias das classes B e C com artigos para cachorros, segundo a Abinpet. Este mercado movimenta feira no RioMar de 4 a 6 de outubro.

Veto integral
O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, encaminhará ao presidente Temer nota técnica do MPT pedindo o veto integral ao PL nº 4.302/1998, aprovado pela Câmara. O texto altera a legislação dos temporários e regulamenta a terceirização.

Turismo no Agreste
A Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav) promove em Caruaru, de 30 deste mês a 2 de abril, o Visite Pernambuco. O evento inclui rodadas de negócios, workshop e tour em novos pontos turísticos da Capital do Forró.