ECONOMIA

Diario econômico

Rochelli Dantas - interina
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Publicação: 12/08/2017 03:00

Ganhando mercado

A fábrica pernambucana de produtos capilares HairFly, que fica em Abreu e Lima, está em busca de ampliar o mercado nacional. Recentemente, a empresa inaugurou dois centros de distribuição no Sudeste do país, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. O projeto de nacionalização tem tido um bom retorno. Pernambuco respondia por 80% do faturamento da marca, agora está em 40%, fruto desse ganho de campo. E as receitas tiveram crescimento. Ou seja: os produtos ganharam, sim, mercado fora dos limites estaduais. Tem sido assim. Mais fácil fora do que dentro. Fora do Nordeste, o desafio é acompanhar o pós-venda e concorrer de igual para igual com redes varejistas. Isso envolve a automação do processo, garantindo o acompanhamento dos produtos desde a saída da fábrica até a chegada ao cliente. Aqui, o desafio é maior. Em paralelo à nacionalização da marca, a empresa tenta avançar nas travas da burocracia que envolve a construção da nova fábrica, que será instalada no polo farmacoquímico de Goiana. O projeto está aprovado na prefeitura da cidade e a carta de crédito já liberada junto às instituições financeiras, mas o processo de documentação é lento. A escritura, por exemplo, há  cinco meses circula por cartórios. A construção, que deve durar dois anos, foi adiada devido ao cenário econômico. Como já veem avanços nos negócios, os empresários decidiram retomar - ainda que sem pressa - o projeto, que representa um investimento de R$ 20 milhões. A nova indústria promete um incremento de pelo menos 30% na eficiência do negócio. O prédio atual ainda possui espaço para crescer (já que os cem funcionários que atuam na fábrica são distribuídos em um único turno), mas é preciso avançar para quando as demandas dos demais estados aumentarem ainda mais. Por isso é preciso desburocratizar o processo. E deixar as empresas crescerem.

JOGO RÁPIDO

Marcelle Penha // advogada de Martorelli Advogados

O que são os crowdfundings?
Crowdfunding é a captação de recursos na internet por meio de plataformas especializadas. O modelo mais tradicional é aquele em que o público, em geral, doa pequenas quantias, recebendo, por vezes, recompensas simbólicas. O equity crowdfunding, modelo de captação de recursos que foi regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é diferente: em troca das contribuições recebidas na internet, as sociedades empresárias – em geral, startups – oferecem, valores mobiliários.
 
O que muda com a regulamentação do instituto de crowdfunding?
A regulamentação da CVM trouxe maior segurança para o instituto, uma vez que impôs às plataformas de crowdfunding uma série de normas com o objetivo de conferir maior segurança para o investidor. Além disso, a norma não limita a utilização desse instituto para MEs e EPPs, como acontecia antes da regulamentação. Agora, quaisquer sociedades brasileiras com receita bruta anual de até R$ 10 milhões podem captar recursos via crowdfunding. Ainda, foi elevado o limite de captação por empresa, que passou para R$ 5 milhões. A nova regra também criou o sindicato de investimentos, que é considerado um dos grandes responsáveis pelo sucesso de algumas modalidades de crowdfunding nos Estados Unidos.

Que tipo de negócios são os mais beneficiados?
Analisando as rodadas de investimento concluídas em 2016 e 2017, na Broota e em outras plataformas, podemos visualizar repetidos empreendimentos do setor de educação e tecnologia (as chamadas Edtechs). Além disso, várias das investidas são Fintechs, startups que inovam no setor de serviços financeiros com base em tecnologia. Por fim, na retrospectiva 2016 do Broota, a plataforma verificou uma tendência: 29% das startups investidas buscam impacto social.

Já há procura de interessados?
Alguns clientes já nos procuraram para obter mais informações. A regulamentação das CVM, sem dúvidas, aumentou o interesse sobre o tema. O equity crowdfunding ainda está nascendo no Brasil e, por isso, estamos trabalhando para aplicar as experiências do exterior – de países como Reino Unido e Estados Unidos – às startups locais.

No comando
O consórcio SD Airport, formado pela pernambucana Dix Empreendimentos e a Socicam, de São Paulo, ganhou a licitação para administrar o aeroporto de Jericoacoara. O contrato é de R$ 7,2 milhões. A Dix integra o grupo Agemar Infraestrutura e Logística e toca o aeroporto de Fernando de Noronha.

Negócios em saúde
Pernambuco recebe entre os dias 16 e 18 de agosto, no Centro de Convenções, a quinta edição da HospitalMed. O encontro reúne mais de 300 marcas do segmento médico e hospitalar. A estimativa é de que o fluxo de visitantes seja superior a 15 mil visitações, gerando mais de R$ 220 milhões em negócios.

Um impacto de R$ 5,5 mi
Deve ser gerado pela realização da HospitalMed. O montante inclui o gasto médio do turista, já que 35% do público da feira vem de fora. O evento deve gerar cinco mil diárias em hotéis.

Caruaru em foco
A Moura Dubeux intensifica ações no Cosmopolitan Shopping Park, primeiro da construtora em Caruaru, com campanha específica de vendas para o empreendimento.A meta da empresa para a cidade é encerrar o ano atingindo a marca de R$ 15 milhões em vendas.

Pais online
Como a tecnologia, e os smartphones, tem mudado a relação entre pais e filhos? Estudo realizado pela TIM aponta que 43% dos pais já não usam mais ligações de voz como a principal forma de contato com os filhos. O número sobe para 54% para filhos adultos e 45% para adolescentes.