ECONOMIA

Inflação para idosos sobe e acumula 3,53% O acumulado refere-se aos últimos 12 meses, enquanto a variação do terceiro trimestre foi de 0,68%

Publicação: 12/10/2017 03:00

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no terceiro trimestre de 2017 (julho, agosto e setembro), variação de 0,68%. Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 3,53%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Com a alta, o IPC-3i fechou o mês com variação acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que mede a variação da inflação para a maior parte da população do país, e que foi de 3,17% no mesmo período.

Na passagem do segundo trimestre de 2017 para o terceiro trimestre de 2017, a taxa do IPC-3i acusou acréscimo de 0,18 ponto percentual, indo de 0,5% para 0,68%. Três das oito classes de despesa componentes do índice tiveram acréscimo nas taxas de variação.

Ontem, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que a continuidade das reformas e dos ajustes na economia para o Brasil é essencial para a baixa da inflação geral no país. "Gostaria de enfatizar que é essencial continuar com as reformas e os ajustes para manter o crescimento sustentável e a baixa inflação", afirmou durante as reuniões do Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ocorre nos Estados Unidos.

Em sua fala, Ilan também retomou uma série de ideias presentes em documentos anteriores da autoridade monetária e em suas declarações públicas mais recentes. Segundo ele, a perspectiva para economia internacional é benigna para emergentes, mas não se deve esperar que isso dure para sempre.

Ilan disse que a economia brasileira está vivendo um período de desinflação, taxas de juros reais menores e recuperação econômica. De acordo com o presidente do BC, isso é resultado de reorientação da política econômica e de uma firme posição da política monetária.

Juros
O presidente do Banco Central afirmou ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) vê como apropriada a redução do ritmo de corte da Selic (a taxa básica de juros) no próximo encontro, previsto para os dias 24 e 25. Atualmente a Selic está em 8,25% ao ano. Em sua fala, Ilan destacou ainda que o cenário básico do Copom não mudou desde o último encontro e desde o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em 21 de setembro. O presidente do BC repetiu ainda a ideia de que a evolução da inflação continua favorável e que o Brasil está agora menos vulnerável a choques externos. Segundo ele, a perspectiva global tem sido favorável. Ao abordar o processo de retomada da atividade no país, ele repetiu que a recuperação do investimento é o próximo passo. (Da redação com agências)

Influências

Maiores altas


Transportes
Passou de redução de 0,52% para elevação de 3,14%

Gasolina
Saiu de queda de 3,16% para aumento de 11,98%

Habitação
saiu de 0,40% para 1,08%

Educação, Leitura e Recreação
Subiu de 0,08% para 1,42%

Tarifa de eletricidade residencial
Subiu de -2,46% para 3,80%

Passagem aérea
Foi de -8,04% para 16,62%

Maiores baixas

Saúde e Cuidados Pessoais
Caiu de 2,70% para 1,21%

Vestuário
Passou de 1,18% para 0,62%

Comunicação
Saiu de 0,75% para 0,40%

Roupas
Caiu de 1,58% para 0,82%

Mensalidade de tv por assinatura
Caiu de 2,86% para 0,54%

Despesas Diversas
Caiu de 1,16% para 0,74%

Medicamentos em geral
Caiu de 3,43% para -0,23%

Hortaliças e legumes  
Baixou de 4,84% para -16,26%

Alimentos para animais domésticos
Desceu de 4,45% para 1,68%