ECONOMIA

Cartão-reforma entregue um ano após lançado Denúncia da PGR contra o presidente Temer cancelou cerimônia que ocorreria em julho, em Caruaru

Publicação: 14/11/2017 03:00

Um ano depois do lançamento do cartão-reforma em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer organizou outro evento para entregar R$ 6 mil do programa federal de habitação aos três primeiros beneficiados. Uma reprodução gigante, parecida com os cheques de programas de TV, foi providenciada para que fosse feita uma foto dos beneficiados com Temer e o até ontem ministro das Cidades, Bruno Araújo.
Em discurso, o presidente afirmou que a elaboração do cartão-reforma teve um “cuidado extraordinário” para ser implementado no país. “Nós tivemos um cuidado extraordinário de organizar muito bem a estrutura do cartão-reforma. Para ter início, ele precisava estar formatado de uma maneira para dar bons resultados”, disse. Na fala, o presidente esqueceu o nome de um dos beneficiados do cartão e teve de recorrer às suas anotações.
O valor médio do cartão, direcionado a famílias de renda familiar mensal de até R$ 2.811, é de R$ 5 mil, mas o valor varia entre R$ 2 mil e R$ 9 mil. No total, foi direcionado R$ 1 bilhão do Orçamento da União. O cartão-reforma foi anunciado por Temer pela primeira vez em 31 de outubro do ano passado, durante o programa A Voz do Brasil. O lançamento foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto em 9 de novembro do ano passado, onde foi anunciada a medida provisória implementando o cartão. A lei foi sancionada em 28 de abril.
Em julho, o presidente Temer cogitou ir a Caruaru (PE) para entregar os primeiros cartões, mas a agenda foi cancelada por conta da denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Foi assinada portaria para que o cartão-reforma atenda a famílias atingidas por enchentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Alagoas e Pernambuco.

Incentivos
Presente ao evento, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) afirmou que “incentivos a setores específicos neste momento são muito importantes”. “Há segmentos que crescem mais rapidamente, segmentos que crescem menos, outros que não estão crescendo. Usando uma metáfora médica, o paciente Brasil já saiu da UTI, já não corre mais risco”.
Ele destacou que agricultura, indústria, serviços e consumo das famílias, em especial a compra de bens duráveis, está reagindo. “O Cartão Reforma se insere no trabalho do governo de dar impulso à construção civil e tem um componente fortíssimo social. O programa beneficia as camadas que de fato precisam dessa ajuda e, desta forma contribui para a melhoria da distribuição de renda. (...) Quando olhamos os investimentos em construção civil, está um pouco atrás, é normal que demore em relação aos demais setores. É um setor que gera empregos, temos que olhar com cuidado”. (AE)