ECONOMIA

Nova roupagem para vender sulanca Primeira etapa reestruturada do equipamento, onde será fixada à tradicional feira, em Caruaru, foi entregue ontem com capacidade para 300 módulos

SÁVIO GABRIEL
savio.gabriel@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 16/05/2018 08:30

Cerca de cinco mil feirantes que atuam em uma unidade da feira da sulanca, localizada em Caruaru, no Agreste, receberam ontem a primeira etapa da reestruturação do equipamento. Nesse primeiro momento, foram entregues aproximadamente 300 módulos, cada um com 14 bancos de feira. A expectativa é de que a requalificação aumente em 25% as vendas de quem trabalha no local.

Com 60 mil metros quadrados, o terreno onde funciona o equipamento abrigava a antiga Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac). As obras de requalificação tiveram início em novembro e o investimento total é de R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões aplicados apenas na primeira etapa. Até o fim do ano passado, o terreno estava sob administração da prefeitura da cidade, no formato de comodato, mas depois de um acordo firmado com os proprietários do local, a prefeita Raquel Lyra devolveu aos donos.

“Estamos entregando 70% das obras, o que equivale a cerca de 300 módulos. Quando estiver totalmente pronto, serão 370 módulos”, explicou Lenilson Torres, empresário e proprietário da Torres & Nobrega Imobiliária, que firmou parceria com o Grupo Royal Brasil para investir na requalificação. Cada empresa investiu metade do valor total na requalificação. “As ruas também estão pavimentadas, e o sistema de iluminação foi reformado”, acrescentou Torres, destacando que estão sendo gerados 100 empregos diretos e indiretos no canteiro de obras.

Apesar de ser administrado por agentes privados, a Prefeitura de Caruaru também atuará na gestão do equipamento. “A arrecadação será toda das empresas, mas é preciso comunicar as ações à prefeitura. Por exemplo, o preço do aluguel não pode ser reajustado deliberadamente”, pontuou o secretário José Pereira, que está à frente da Secretaria Extraordinária da Feira. O gestor não soube estimar quanto a prefeitura abriu mão em arrecadação com os aluguéis.

Presidente da Associação dos Sulanqueiros, Pedro Moura destacou que a requalificação era uma demanda antiga da categoria. “É algo de grande importância porque trabalhamos num equipamento sem estrutura. Agora, teremos o mínimo para que possamos fazer uma divulgação bem mais ampla do nosso trabalho. Esperamos que as vendas aumentem em até 25%”.

Além das novas bancas de comercialização, a feira contará com uma duas áreas reservadas aos cerca de 500 ambulantes que trabalhavam no entorno da antiga feira. A estrutura também contará com duas praças de alimentação, cada uma com capacidade para 400 pessoas, e estacionamento com duas mil vagas.