ECONOMIA

CESAR multiplica o conhecimento Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife será o primeiro do Brasil a oferecer um doutorado profissional em computação para esse segmento

THATIANA.PIMENTEL
thatiana.pimentel@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 16/05/2018 08:30

Pernambuco terá o primeiro doutorado profissional em computação do Brasil no segundo semestre deste ano. O curso será oferecido de forma pioneira pelo  Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), que completou 22 anos neste mês e já oferece mestrados profissionais em design e engenharia  de software. O doutorado será baseado no método de ensino PBL (Problem-Based Learning), utilizado pelo CESAR em seus cursos. Isso significa que o centro irá reunir empresas locais com algum tipo de problema e selecionar alunos, que podem ser funcionários dos empreendimentos participantes para trabalharem soluções durante os quatro anos de curso.  

Outra novidade é a Plataforma Integrada de Geração de Startups (Pigs), valendo desde 1º de maio. O projeto, em parceria com o Sebrae Pernambuco, será focado em cadeias produtivas.

A primeira escolhida é a de construção civil. As startups podem estruturar projetos em cima dos gargalos identificados pelo CESAR e Sebrae no segmento. Assim como empresas do setor que tenham problemas reais, que possam ser resolvidos através da tecnologia, também podem buscar as instituições para participar da plataforma.

“Nossa ideia é ajudar os empreendedores a estruturar um negócio viável porque, nos últimos três anos, analisamos mil projetos de startups e não aproveitamos dez, porque a proposta não estava atrelada a resolver algum problema, ou é uma solução para um problema que não existe, ou é uma solução para uma questão  que já tem solução ou é uma rede social”, diz Sérgio Cavalcante, superintendente do CESAR.

Após a identificação dos gargalos, serão realizados hackathons, summer jobs e desafios para desenvolver as ideias, que serão pré-aceleradas no CESAR.Labs.  Ao fim de todo esse processo, cinco startups serão criadas e aceleradas com investimento do CESAR, Sebrae e outros investidores privados.

Já no doutorado profissional, a expectativa é que grandes indústrias locais busquem o  CESAR com suas demandas, que serão então respondidas pelos doutorandos durante o tempo do curso. “Um exemplo: uma empresa quer desenvolver uma  tecnologia para controlar um conjunto de drones de forma coordenada. Isso pode ser identificado e estudado num doutorado e pode ser algo específico para os funcionários da própria empresa”, reforça Cavalcante.

O CESAR espera um crescimento de 15% para 2018  em relação aos R$ 84 milhões faturados em 2017.