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Um atentado no coração de Paris Atirador mata policial na Avenida Champs Elysées, a três dias da eleição presidencial na França, em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico

Publicação: 21/04/2017 03:00

Um policial foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio registrado na noite de ontem na Avenida Champs Elysées, cartão-postal de Paris. O ataque foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa. O atirador foi executado. “O autor do ataque é Abu Yussef, o Belga, um dos combatentes do Estado Islâmico”, reportou a agência de propaganda do EI, Amaq.

Segundo o Ministério do Interior da França, os policiais foram alvo de disparos por volta das 21h locais (15h de Brasília). O atacante foi “abatido em resposta” aos disparos, afirmou. Segundo uma fonte policial, “o agressor chegou em um veículo e abriu fogo contra uma patrulha policial com uma arma automática”. “Matou um dos policiais e tentou agredir outros, correndo atrás deles”, acrescentou a fonte.

Dezenas de veículos de emergência se deslocaram para a área, que foi isolada. Estações do metrô foram fechadas. Em paralelo, a seção antiterrorista do Ministério Público de Paris abriu uma investigação sobre o caso. De acordo com fontes próximas à investigação, uma busca estava sendo realizada na residência do suposto autor do tiroteio, no subúrbio de Paris. Trata-se do titular do documento encontrado no veículo usado no ataque.

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, seguiu imediatamente para o Palácio do Eliseu, sede do Executivo, para uma reunião de crise com o presidente François Hollande. Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o tiroteio parece com os recentes ataques terroristas de que a França foi alvo. “Antes de tudo, nosso país apresenta as condolências ao povo da França. Está acontecendo de novo, parece”, disse em coletiva de imprensa conjunta com o premiê italiano, Paolo Gentiloni. “Parece outro ataque terrorista. O que podemos dizer? Não acaba nunca. Temos que ser fortes e vigilantes. Digo isso faz muito tempo.”

Pânico no metrô

Choukri Chouanine, gerente de um restaurante localizado na Rua de Ponthieu, uma rua adjacente, disse à AFP que ouviu um “tiroteio breve”, mas “com muitos disparos”. “Tivemos de esconder nossos clientes no sótão”, acrescentou. Outra testemunha, que não quis se identificar, contou que estava a “dez metros” do lugar do tiroteio. “Ouvimos disparos e vimos que policiais estavam sendo atacados. Saímos correndo”, disse. “Houve uma onda de pânico no metrô Franklin Roosevelt. As pessoas corriam em todas as direções”, relatou uma mulher que estava perto do Champs-Elysées.