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Trump pode usar força militar na Venezuela Presidente norte-americano disse que esta é "uma opção" diante da crise no país sul-americano

Publicação: 12/08/2017 03:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não descarta uma “opção militar” para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma “bagunça muito perigosa”. “Temos muitas opções para a Venezuela, inclusive uma possível opção militar se for necessário”, disse Trump em seu clube de golfe de Bedminster, em Nova Jersey, onde passa suas férias, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de segurança nacional, H.R. McMaster; e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. “Não vou descartar uma opção militar (...). Uma opção militar é algo que, certamente, podemos buscar”, destacou o presidente norte-americano aos jornalistas. “Temos tropas no mundo todo, em lugares que estão muito longe. A Venezuela não está muito longe. E as pessoas estão sofrendo e estão morrendo”, acrescentou.

Quando perguntado se seria uma operação liderada pelos EUA e se o seu governo busca uma mudança de regime na Venezuela, Trump respondeu: “Não vamos comentar sobre isso”. O presidente norte-americano fez esse comentário depois que o Departamento do Tesouro impôs nesta quarta-feira uma nova rodada de sanções econômicas contra oito funcionários venezuelanos, entre eles Adán Chávez, irmão do falecido presidente Hugo Chávez, por seu papel na “ilegítima” Assembleia Nacional Constituinte.

As sanções, que congelam os ativos que estas pessoas possam ter nos EUA e proíbem a realização de transações financeiras com eles, foram divulgadas uma semana depois de Washington incluir o presidente Nicolás Maduro em sua “lista negra” internacional. Os oito sancionados são membros da Assembleia Constituinte, instaurada há uma semana e com a qual se busca reescrever a Carta Magna e redefinir a ordem institucional na Venezuela.

Peru
O Ministério de Relações Exteriores do Peru informou nesta sexta-feira que decidiu expulsar o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Alfredo Molero Bellavia, devido a uma nota de protesto enviada pelo governo venezuelano. Em comunicado, a Chancelaria peruana informou que considerou como “não recebida a nota de protesto do governo da Venezuela sobre a Declaração de Lima por conter termos inaceitáveis”. “Foi dado a ele o prazo máximo de cinco dias para deixar o território peruano”, disse a nota.

A Declaração de Lima, assinada na última terça-feira por chanceleres de 17 países da América Latina e do Caribe, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, afirmou que a ordem democrática na Venezuela foi rompida. Além disso, o texto ressalta que ações tomadas pela Assembleia Nacional Constituinte não serão reconhecidas. EFE