POLÍTICA

Diario político

Marisa Gibson
marisa.gibson@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 21/04/2017 03:00

Reforma e mandatos

Em Pernambuco, assim como no Nordeste, onde o presidente Michel Temer (PMDB) é fraco e o ex-presidente Lula (PT) é o mais forte, o cenário político-eleitoral pesa contra para quem apoiar a reforma da Previdência. Claro, depois da reforma aprovada ou rejeitada haverá uma eleição proporcional em 2018, daí porque o PSB no Congresso está tão desnorteado, apelando até para um eventual rompimento com o Palácio do Planalto. É simples: a questão básica da reforma da Previdência é que Temer diz que não concorrerá à  reeleição e que não se preocupa com a impopularidade. Mas, em Brasília, onde todos têm mandatos, o presidente deve ser um dos poucos que pensam assim. Fernando Bezerra Coelho, líder do PSB no Senado, é um dos socialistas pernambucanos que defendem abertamente e com veemência a reforma previdenciária, só que o mandato dele vai até 2022. Os demais socialistas, em sua maioria, vão ter de se submeter às urnas em 2018. E aí, ninguém é louco. A reforma da Previdência deveria ser para cortar os privilégios das aposentadorias do setor público e não para exigir mais do trabalhador. Só que as reações contra as mudanças, que começaram no setor público com o poderoso lobby das corporações, terminaram chegando fortemente aos trabalhadores do setor privado. E na cabeça do cidadão, a reforma da Previdência veio apenas para tirar direitos.

Artifício
O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) chama de questionável, do ponto de vista regimental, a vitória do governo na aprovação do regime de urgência para a tramitação da reforma trabalhista: “É inusitado que se faça algo como se fazia nos tempos do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Colocar em votação matéria que havia sido derrotada no dia anterior. É um artifício regimental”.

Não à reforma
O resultado positivo para o governo na quarta-feira, observa Tadeu Alencar, não sinaliza para a aprovação da reforma da Previdência, que precisa de 308 votos na Câmara. Não se fez um debate honesto sobre asmudanças que afetarão todos os brasileiros, assinala o deputado.

Sem solução...
“A violência no estado que se prolonga já há bastante tempo, sem que a população perceba resultados positivos através do Pacto pela Vida, não terá solução caso o governo não resolva a crise com a Polícia Militar.” A opinião é de especialista na questão da violência, que considera um equívoco o Plano de Cargos e Salários, que desestimula os militares a irem para as ruas.

...e sem conversa
O secretário de Planejamento Marcio Stefanni, que participou ontem da reunião semanal do Pacto pela Vida, é taxativo:“Não vamos negociar com a tropa. Respeitamos a  hierarquia e a negociação será sempre com os comandos. Demos um aumento de 25% para os militares, enquanto outros estados, como o Ceará, o reajuste foi de 1%, pontua.

Coturno
Lembrando que o novo comandante da Polícia Militar, Vanildo Maranhão, é um “homem do coturno e não do mocassim” – foi formado nas ruas – Márcio Stefanni acentua que há um grande respeito dos subordinados por ele, que seguramente conseguirá uma mudança de comportamento da tropa.

Desembargador
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região - TRF5 realiza, na próxima segunda-feira, a posse solene de Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho no cargo de desembargador federal. Carvalho assume a vaga destinada à Ordem dos Advogados do Brasil pelo Quinto Constitucional, em decorrência da posse de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em setembro de 2015.

Zona da Mata
A próxima parada do Pernambuco em Ação será na Zona da Mata e o governador Paulo Câmara e sua equipe devem visitar Goiana (Mata Norte) e Palmares (Mata Sul), curiosamente, municípios comandados pelo PMDB. Inicialmente, estava previsto que o seminário ocorreria nos dias 28 e 29 deste mês, mas ainda não foi batido o martelo.