POLÍTICA

Diario político

Marisa Gibson

Publicação: 12/08/2017 03:00

Muita cautela

Foi bem estudada e redigida com muita cautela a reação do PMDB de Pernambuco contra a suspensão de Jarbas Vasconcelos do partido pela executiva nacional, por ter o deputado federal votado a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). A suspensão afetou outros cinco peemedebistas, mas em relação a Jarbas a punição é simbólica em todos os sentidos. O PMDB já fez muitas tentativas de tirar o partido no estado das mãos de Jarbas mas ficou só na ameaça. Logo, a punição satisfaz à pressão do centrão, não  deixa o deputado impune, mas em dois meses as coisas se ajeitam, ficando apenas  um alerta. E, por muitos motivos, a  nota de repúdio da executiva estadual do partido, na defesa de Jarbas, não foi  contundente. Depois de ressaltar a trajetória do peemedebista pernambucano, salienta que ele votou “em sintonia com a sua consciência, com a sua história  e com o sentimento da maioria da sociedade brasileira,”  lembrando que o “PMDB sempre cultivou uma cultura democrática de convivência com suas divergências internas e que essa é a principal razão da sua força.” A nota não poderia ir além disso, até porque, neste sábado, o ministro Moreira Franco, um legítimo representante do PMDB de Temer, estará no Recife, ao lado do vice-governador Raul Henry, presidente do PMDB de Pernambuco e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. O assunto é Suape. E por essa e outras, os atritos de Jarbas com o PMDB nacional não podem respingar na figura institucional de Raul, uma situação que deixa Jarbas, cérebro do PMDB pernambucano, refém dele mesmo. Bem, o ex-prefeito de Petrolina, Julio Lóssio, foi o primeiro peemedebista a manifestar solidariedade a Jarbas, antes mesmo da nota da executiva estadual. Lóssio salientou que mesmo sem ser  liderado por Jarbas não podia deixar de protestar contra o que foi feito com o maior líder da política pernambucana.

Só o DNA
A assessoria do ministro da Educação, José Mendonça Filho (DEM) esclarece que não procede a informação sobre possível candidatura de um de seus filhos – José Mendonça Neto – a um mandato de deputado federal ou estadual.

Em família
O protagonismo da oposição pernambucana, em Brasília. está nas mãos do deputado federal Sílvio Costa (PTdoB),  enquanto em Pernambuco, Sílvio Costa Filho (PRB), líder da oposição na Assembleia, não dá trégua ao Palácio das Princesas.

Marca preferida
As conquistas da educação pelo governo têm levado Paulo Câmara a ser reconhecido fora do estado como o “governador da Educação.” Essa é uma marca que Paulo gosta: “É um um diferencial de Pernambuco para as próximas gerações”.

Dinheiro à vista
Sob  o comando de Izabel Urquiza, coordenora dos Programas Sociais do Ministério das Cidades no Norte e  Nordeste, uma equipe técnica da pasta reuniu-se, sexta-feira, com prefeitos e secretários de Abreu e LIma  Cabo, Camaragibe,Jaboatão, Paulista, Olinda, Recife e São Lourenço da Mata, para agilizar projetos de obras em encostas. Os recursos chegarão, garante o ministro Bruno Araújo (PSDB).  

“Próximo presidente precisa unir o país”
Desde que assumiu o governo, o governador Paulo Câmara (PSB) já conversou sobre política e cenário nacional com os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Hnerique Cardoso (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, além dos presidenciáveis Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). Agora, é a vez do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que almoça neste sábado com o governador no Palácio das Princesas. Haddad é visto como o eventual candidato a presidente da República  do PT caso Lula fique inelegível. Essa diversidade de sua agenda  política tem provocado patrulhamentos, mas Paulo assinala: “Venho pregando um amplo diálogo desde o início do meu governo. Se defendo isso, como não vou praticar? O próximo presidente da República, seja ele quem for, precisa voltar a unir o país”.

Permanência
Mesmo com a ausência do senador Fernando Bezerra Coelho (foto) e do ministro Fernando Filho (Minas e Energia) na festa de 70 anos do PSB, em Brasília, o comando do partido em Pernambuco continua trabalhando pela permanência dos dois na legenda. Há a crença de que as diferenças no que toca à participação deles no Governo Temer possam ser superadas.

Acabou
Não existe mais oposição no interior do estado. Sem receber recursos do governo federal,  os prefeitos estão absolutamente dependentes dos recursos do FEM e das emendas parlamentares.

Orelhas em pé
É de Teresa Leitão (PT) a iniciativa para a audiência pública, nesta segunda-feira, na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assemebleia para debater o futuro da  Compesa. A possível parceria entre o estado e empresas privadas na área de sanemaento deixou a deputada de orelhas em pé.

Dois pontos
Do deputado federal Tadeu Alencar (PSB): “Distritão é retrocesso e o financiamento de campanha deve ser público, transparente e rigorosamente fiscalizado.”