POLÍTICA

Funaro fala em invasão de residência

Publicação: 13/09/2017 03:00

A defesa do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que fechou um acordo de delação premiada com a PGR, solicitou ontem ao STF que seja apurada uma suposta invasão à sua casa em São Paulo. Segundo a defesa, a invasão ocorreu no final da manhã do último  domingo. Três homens entraram no terreno da casa da família Funaro, no Jardim Paulista, após pular o muro de um imóvel vizinho que, segundo os advogados, pertence ao empresário e delator Joesley Batista, preso na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

De acordo com os advogados de Funaro, o trio foi filmado pelo circuito interno de TV. Após gritos da mulher de Funaro, os homens deixaram a propriedade sem furtar nada. Eles não passaram da varanda do imóvel. “Não estamos acusando ninguém e nem que isso configura intimidação ao colaborador, apenas queremos que tudo seja apurado por meio de um inquérito”, disse o advogado Luiz Gustavo.

A delação de Funaro foi homologada pelo STF em 5 de setembro. A defesa quer saber se a invasão teve alguma relação com o acordo de colaboração. “Pode ter sido criminalidade comum, não sabemos dizer”. afirmou o advogado.

Funaro disse em sua delação premiada que o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) “ficou incumbido” de monitorar as chances de ele fazer um acordo com a PGR. Funaro, implicado na investigação como operador do PMDB da Câmara, aponta Antônio Cláudio Mariz, Eduardo Ferrão e Danier Gerber, este último atual advogado de Padilha, como os criminalistas responsáveis por ajudar no suposto monitoramento.

Na tentativa de enfraquecer nova denúncia contra o presidente Michel Temer, o Palácio do Planalto tentará comparar Funaro ao executivo Joesley Batista. A estratégia esboçada por auxiliares e assessores presidenciais e que será reproduzida pela base aliada é adotar o discurso de que o corretor de valores apresenta acusações duvidosas e mentirosas para obter benefícios junto à PGR.