POLÍTICA

Diario político

Marisa Gibson

Publicação: 14/09/2017 03:00

Ventos a favor

Nesse primeiro round, a vitória ficou com o deputado Jarbas Vasconcelos, na disputa pelo comando do PMDB em Pernambuco. E, não fosse Baleia Rossi um dos principais aliados do presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso, até se poderia dizer que a questão já tinha sido definida. Mas nada garante que Rossi, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, indicado relator para apontar  quem deve presidir o diretório do PMDB, fique do lado de um adversário declarado, Jarbas Vasconcelos. A alegação para a dissolução do diretório foi insuficiência eleitoral, justo o ponto que mais orgulha Raul Henry, presidente estadual do partido: nas eleições de 2016, o PMDB pernambucano cresceu 128%. Diante disso, quatro membros da executiva votaram contra a dissolução e três a favor de uma conciliação.  Recém-filiado ao PMDB, o senador Fernando Bezerra Coelho, que ingressou no partido pelas mãos do presidente nacional da sigla, Romero Jucá, para ser candidato a governador contra o projeto de reeleição de Paulo Câmara (PSB), teve, portanto o primeiro revés. Mas, se negar o comando do PMDB a Fernando, a executiva nacional estará antecipando o fim de um projeto do legenda em Pernambuco que ainda está se vestindo. Agora, o imbróglio sai da esfera meramente política, bem explorada por Jarbas, e passa para o âmbito partidário, onde, em tese, as  chances de Fernando podem crescer. É possível também que, até a próxima reunião, se chegue a uma solução negociada, como é tradição do PMDB, que abriga projetos políticos diversos e até contraditórios, como é o caso de Pernambuco, onde Jarbas é aliado do PSB, partido adversário do Palácio do Planalto.Paralelamente, Paulo Câmara passou a expressar solidariedade a Jarbas, abrindo assim um leque mais amplo de apoio ao peemedebista, o que não acontece com Fernando. Enfim, ao estilo do partido, vamos esperar para ver como é que fica.

Fera ferida
O discurso do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB)  em resposta aos duros ataques feitos por Jarbas, na terça-feira, foi mais ameno do que o do companheiro de partido. Mas  destacou com propriedade as contradições que têm marcado os mais recentes posicionamentos político-eleitorais de Jarbas. Essa será uma guerra muito interessante.

Compromisso
Adilson Gomes, secretário-geral do PSB em Pernambuco, mantém o que disse em solidariedade a Fernando Bezerra Coelho, que deixou o PSB, mas ressalta que o seu compromisso é com Paulo Câmara.

Incoerência
Pré-candidato ao Senado numa eventual chapa de Armando Monteiro Neto (PTB), o deputado federal Sílvio Costa (Avante) não perde oportunidade para pontuar sobre a incongruência de uma nova aliança entre o PSB e o PT, que poderia levar Jarbas Vasconcelos, também eventual candidato ao Senado, para perto dos petistas.

Disparou
Para Sílvio Costa, o alarme foi disparado com a afirmação de Jarbas de que não se incomodaria de fazer campanha ao lado do senador Humberto Costa (PT), que pode concorrer à reeleição.

Em família
Antonio Campos coloca seu nome como opção do Podemos para o Senado em 2018. Com isso, ficam esclarecidas duas questões: sua mãe, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União, não deve participar das eleições e ele, que pretendia disputar um mandato de deputado federal, não rivalizará com a candidatura do sobrinho João Campos (PSB).

Próximos passos
Danilo Cabral (PSB), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, diante da intransigência do ministro Fernando Filho (Minas e Energia), não descarta judicializar o processo de venda da companhia. Ele diz que a proposta do governo federal tem fragilidades que podem ser questionadas.

Fundo municipal
A respeito de crítica da deputada estadual Priscila Krause (DEM) sobre a redução dos recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, a secretária de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife, Ana Rita Suassuna,  informa  que o prefeito Geraldo Julio já  autorizou a manutenção do valor de R$ 1,2 milhão para o FMCA.