POLÍTICA

TCE de olho nas obras do Geraldão Conselheira do Tribunal de Contas do Estado deu 15 dias para a Prefeitura do Recife informar as medidas adotadas para sanear os problemas

Publicação: 14/11/2017 03:00

Rosália Rangel
rosalia.rangel@diariodepernambuco.com.br

Em ofício encaminhado ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), assinado pela conselheira do  Teresa Duere, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou o gestor sobre os prejuízos causados  por conta do descumprimento do cronograma de obras de reforma e ampliação do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão). O TCE estipulou um prazo de 15 dias para a prefeitura informar as medidas adotadas para sanear os problemas detectados em uma vistoria realizada por técnicos da instituição em agosto deste ano.
No texto enviado à imprensa, o tribunal diz estar acompanhado a reforma do Geraldão desde maio de 2015, por meio de uma auditoria especial (processo nº 1502403-9). De acordo com TCE, foram oito visitas para conferir o andamento do trabalho, quando, então, foi detectado o não cumprimento do cronograma físico-financeiro. Ainda segundo o órgão, a última vistoria realizada ao ginásio constatou a execução de apenas 45% da obra, mesmo decorridos quatro anos desde o início do contrato.
Cita ainda nota que os serviços sofreram interrupções entre agosto de 2014 a abril de 2015, de novembro de 2015 a junho de 2016 e, novamente, a partir de dezembro de 2016 até o momento.
Procurado pela reportagem, o Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura do Recife esclareceu, por meio de nota, que no último dia 6 de novembro as obras do Geraldão foram retomadas, tendo o ofício do Tribunal de Contas do Estado sido protocolado em 9 de novembro, três dias, portanto, após a volta dos trabalhos. “Conforme solicitado pelo TCE, a Prefeitura do Recife responderá às colocações mais detalhadas feitas pela instituição no prazo por ela estipulado”, garante a PCR no texto.
Na nota, o governo municipal diz também que a obra do Geraldão está orçada em aproximadamente R$ 45 milhões, sendo cerca de R$ 25 milhões investidos pela Prefeitura do Recife e outros R$ 20 milhões pelo governo federal e que, até o momento, foram executados 56% da obra.
O TCE também alertou a prefeitura que, por conta das constantes interrupções, ocorreram prejuízos às instalações do ginásio e surgimento de problemas em serviços já executados, a exemplo de infiltrações, mofo nas estruturas do piso e arquibancadas, acúmulo de água nas salas internas, danos ao forro e ao revestimento das paredes, oxidação das canaletas elétricas, entre outros.
Além disso, diz ter notificado a prefeitura, em 15 de junho de 2016, sobre os riscos da proliferação de insetos por conta da grande quantidade de água acumulada. Em resposta, a Secretaria de Saúde informou que realiza um trabalho específico de vistoria, controle e tratamento, quando necessário, da dengue e outros tipos de proliferação de mosquitos. “O trabalho é realizado pela Vigilância Ambiental a cada 15 dias em pontos estratégicos da cidade e o Geraldão está dentro do cronograma dessa ação”, explicou no texto.