POLÍTICA

Diario político

Marisa Gibson

Publicação: 14/11/2017 03:00

Com menos poder
A saída do pernambucano Bruno Araújo (PSDB), do Ministério das Cidades, o primeiro tucano a deixar o Governo Temer, não surpreendeu. Sempre que se falava em reforma ministerial envolvendo o PSDB, por pressão da base governista, Bruno  encabeçava todas as listas. Do ponto de vista do estado, é sempre ruim a perda de um ministro, seja qual for o governo. Em termos partidários, a saída de Bruno fica entre a pressão do partido, que a toda hora ameaçava desembarcar do governo e o aceno do próprio Temer, que já havia externado a necessidade de uma reforma e o PSDB seria o alvo – tinha muito espaço no governo, embora se desse ao luxo de ter uma ala do partido votando contra o Planalto. Essa ambivalência levou os tucanos a se engalfinharem publicamente pelo apoio a um presidente cuja popularidade já não estimula ninguém a lutar por ele. E coube a Bruno antecipar o fim da união dos tucanos com o PMDB, justo ele que deu o voto decisivo para o acolhimento do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma. Retornando à cena pernambucana, a saída de Bruno do governo, além da perda de espaço político, movimentará bastante a disputa local dos tucanos, já divididos desde a convenção. Para os deputados federais Daniel Coelho e Betinho Gomes é, sem dúvida, uma grande vitória. Os dois cabeças pretas sempre estiveram na linha de frente de oposição a Temer. Presidente estadual do PSDB, Bruno, de volta à Câmara dos Deputados, terá um novo caminho a seguir. Com menos  poder.
Começou
Não é só ela, mas a deputada estadual Terezinha Nunes, presidente do PSDB Mulher/PE, está defendendo nas redes socias que o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, assuma a presidência nacional do partido e a candidatura à Presidência da República.

Antes tarde ...  
O governador Paulo Câmara (PSB) foi para a abertura da aula inaugural do curso de formação de bombeiros sabendo que a imprensa o questionaria sobre a Operação Torrentes que, quinta-feira passada, vasculhou dependências do Palácio das Princesas. E, com a ajuda da imprensa, fez o que deveria ter feito há quatro dias: protestou, desabafou e cobrou.

De volta  à cena
O problema das reações tardias é que o assunto volta à tona reabrindo uma discussão que sob qualquer ângulo é ruim para o governo. Paulo assinalou ainda que não teme consequências eleitorais em função da Operação Torrentes, porque a grande preocupação do governo é atender à população “e isso estamos fazendo”.

Superioridade
 Esse distanciamento eleitoral é uma espécie de um complexo de superioridade que o PSB alimenta para se colocar, em tese, acima dos adversários que só pensam em eleição. De qualquer maneira, só em 2018 é que se saberá o tamanho do estrago da Operação Torrentes, que poderá até ser minimizado, caso a Mata Sul não seja atingida por novas tragédias.

Proteção máxima  
Paulo recebeu de presente um capacete, prateado, durante a solenidade dos novos soldados do Corpo de Bombeiros. Em épocas de tantas trovoadas...

Só parcerias?
A prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti (PTB), reuniu-se ontem com  Paulo Câmara, no Palácio das Princesas, para discutir parcerias nas áreas de infraestrutura, recursos hídricos e segurança. O encontro foi intermediado pelo deputado federal Fernando Monteiro (PP).

Qualquer semelhança
A reunião de Josimara com Paulo parece aquele encontro que a prefeita de Arcoverde,  Madalena Britto, teve com o  governador João Lyra Neto, em 2014, quando ela  entrou no Palácio como petebista e saiu socialista. Aquela foi a primeira grande perda de Armando Monteiro (PTB) na campanha da sucessão estadual.

Alerta  vermelho
A conselheira do Tribunal de Contas  do Estado, Teresa Duere, põe o dedo na ferida: enviou ofício ao prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), alertando-o sobre os prejuízos causados pelo não cumprimento do cronograma das obras de reforma e ampliação do Geraldão. A  reforma do Ginásio está sendo acompanhada por uma auditoria especial do tribunal desde 2015.











Tres mestres  
Nesses tempos de tantas teorias vãs, vale à pena conferir  a publicação Gudin-Mario-Bulhões Pedreira – Cem Anos de Modernização do Estado Brasileiro, que está sendo lançada pela Fundação Getulio Vargas. Eugênio Gudin, Mário Henrique Simonsen e Jose Luiz Bulhões Pederia tiveram participação efetiva na construção do pensamento econômico brasileiro e na criação de grandes instituições públicas. Com apresentação de Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da FGV, o estojo contendo os três livros foi editado pela Insight Comunicação.




 



 

 






























































































































a crise da segurança pública que vive o país, o Compaz vira referência de prevenção. Depois de ser convidado pelo prefeito de Belém (PA), Zenaldo Coutinho para apresentar o equipamento, o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti, recebeu nesta semana as visitas de Ilona Szabo, do Instituto Igarapé, e do professor Luiz Ratton.

 Danoso    
Para Bivar, “além de inconstitucional, porque só poderia ser criado por emenda constitucional e não por lei ordinária, o Fundo é danoso socialmente, já que os recursos são oriundos de emendas destinadas a obras para atender necessidades da população”.

Julgamentos
O deputado estadual Romário Dias (PSD) crticou ontem  a discussão entre os ministros do STF Luís Barroso e Gilmar Mendes, afirmando que  o conselho de ética do Supremo deveria agir nesse caso que envergonha o Brasil. “Foi uma discussão baixa, pequena, mesquinha e desnecessária. E pior é saber que são esses ministros que julgam parlamentares, senadores, governadores.”

Por essa e outras
O projeto do deputado André Ferreira(PSC) que concedia o título de cidadão pernambucano ao senador Magno Malta (PR) foi derrotado ontem  no plenário da Assembleia Legislativa. Tinha de ter no mínimo 25 votos mas só foram dados 22 votos favoráveis. Para contornar a situação, o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT), fez uma nova votação, no fim da sessão, para que quatro deputados que estavam ausentes pudessem votar. O título, então, foi aprovado.