POLÍTICA

PSB » Direção destitui Miguel Coelho

Publicação: 14/11/2017 03:00

Rosália Rangel
rosalia.rangel@diariodepernambuco.com.br

A direção estadual do PSB decidiu ontem destituir o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), da presidência da comissão provisória do partido no município. No lugar dele, assume o deputado federal Gonzaga Patriota. O cargo de vice-presidente ficará com o deputado estadual Lucas Ramos. A decisão foi aprovada por unanimidade na reunião da executiva estadual, depois da provocação feita por militantes da sigla de Petrolina.
“Recebemos, no dia 1º deste mês, uma correspondência dos companheiros de Petrolina pedindo a substituição da comissão provisória do partido na cidade. Diante da importância da construção do partido na região do São Francisco, apresentamos hoje (ontem) essa pauta que nos foi trazida pelo deputado Lucas Ramos e aprovada por unanimidade”, afirmou Sileno Guedes, presidente do partido, aos membros da executiva. Ele agradeceu à colaboração do prefeito enquanto esteve à frente da sigla e, após a votação, entrou em contato com Miguel Coelho para informar a decisão.
No partido, a presença de Miguel Coelho no comando da comissão provisória de Petrolina ficou insustentável a partir da saída do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), pai do prefeito. O parlamentar deixou o PSB para tentar construir uma candidatura própria ao governo do estado em 2018 contra o governador Paulo Câmara (PSB). O desligamento dele também levou, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, também filho de Bezerra Coelho, a pedir desfiliação da legenda.
Os dirigentes do PSB local se encontraram pela primeira vez depois da eleição da nova diretoria, realizada em agosto e que manteve Sileno Guedes na presidência. Segundo o deputado federal e vice-presidente do partido, Tadeu Alencar, que compareceu ao encontro, o momento agora é de afirmação da unidade partidária. “E ela só é factível com um alinhamento entre as diversas instâncias. A hora é de remar na mesma direção para se contrapor a essa pauta regressiva do governo Temer”, salientou o parlamentar.
Além da destituição de Miguel Coelho, os socialistas também discutiram outros temas polêmicos de caráter nacional e local, a exemplo da privatização da Chesf e a PEC 181, que sugere criminalizar o aborto em todos os casos no país, inclusive em situação de estupro.