Diario político

Marisa Gibson

Publicação: 14/03/2018 03:00

De grão em grão

Ostentar um crescimento do PIB em períodos de crise econômica é uma demonstração de acerto de qualquer gestão. Em 2017, o PIB de Pernambuco cresceu 2%, o que aumenta a confiança do governo nesse início de ano eleitoral. Candidato à reeleição, o governador Paulo Câmara (PSB), por enquanto sem adversário, vem aos poucos colhendo resultados mais positivos na área econômica do que na política, onde depende da ambição e da boa vontade de parceiros e de aliados. Da mesma forma que ocorre com o Governo Temer, em que os sinais de recuperação da economia ainda não são suficientes para produzir resultados visíveis para a população - mais emprego e mais renda - o mesmo acontece no estado. É possível até que eleitores mais simples ou mais atingidos pela crise nem atribuam ao crescimento do PIB estadual a importância merecida. Diante de horizontes econômicos, financeiros e sociais limitados, um percentual positivo significa pouco para quem precisa de muito. Para os governos, no entanto,é uma festa, sobretudo do ponto de vista político. Um PIB negativo ou estagnado é o retrato da ineficência. Quase um fracasso. E são os números da economia que embasam os bons discursos político-eleitorais e que podem favorecer a continuidade de um governo ou estimular a tese da mudança.

Dorany  
Força, coragem política no enfrentamento à ditadura, combatividade, excelente negociador, sem nunca abrir mão de seus princípios éticos, foram os termos mais usados nas manifestações de pesar pela morte de Dorany Sampaio, um dos fundadores do MDB que presidiu o partido, em Pernambuco, durante 27 anos. Por tantas qualidades, Dorany era uma figura respeitada e muito querida. Amava o MDB.
 
Exemplo
As divergências que separam hoje o MDB nacional e o de Pernambuco foram esquecidas ontem. Em nota, o MDB nacional, destacou a coragem e vitalidade política de Dorany Sampaio, qualidades que “continuarão servindo de exemplo para todos os emedebistas que admiraram de perto ou de longe sua trajetória nas últimas décadas”.

Expectativa
Na próxima semana tem mais um round da disputa pelo comando do PMDB, entre o grupo de Jarbas Vasconcelos e o do senador Fernando Bezerra Coelho. Porém, a expectativa agora é a filiação de Fernando Filho, sem partido, ministro de Minas e Energia. Até 7 de abril, Fernando, além de deixar o cargo, tem que ingressar em um partido. Se for o MDB, é um sinal de que a guerra está ganha para o seu grupo; se for outra legenda, será uma prova de que Jarbas terá o controle da sigla no estado.

Compasso
Nessa pisada, a aliança Pernambuco quer Mudar fica em compasso de espera, não só pela indefinição do candidato, que será anunciado em abril, mas porque a figura do senador Fernando Bezerra Coelho é fundamental dentro do grupo oposicionista.

Representatividade
O estado de Pernambuco ainda engatinha no que se refere à representatividade política feminina. Dos seus 185 municípios, apenas 27 são governados por prefeitas. Para ajudar na reversão deste quadro, a deputada Simone Santana (PSB) lança amanhã, a Ação Formativa Mulheres na Tribuna. A intenção é realizar, mensalmente, palestras, oficinas e atividades em grupo relacionadas à participação das mulheres na política.

Virou moda
Foi um espanto quando a Polícia Federal vasculhou algumas áreas do Palácio das Princesas, no ano passado,  Pois bem, a PF andou esmiuçando o Palácio do Planalto em busca de e-mails do ex-assessor palaciano, Rocha Loures, e o fato foi considerado absolutamente normal. E a PF vai voltar lá. É isso, os Poderes estão perdendo poder.

No bolso
O PSDB em São Paulo estipulou uma taxa de R$ 45 mil  para cada um dos cinco pré-candidatos inscritos para as prévias no domingo próximo, que vai escolher o candidato do partido a governador do estado. Isso não é nada para os bolsos dos tucanos paulistas, mas o fato é que o exercício da democracia está ficando cada vez mais caro.