POLÍTICA

Diario político

por Marisa Gibson
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Publicação: 17/05/2018 08:30

Mandatos em risco

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) e o deputado federal Mendonça Filho (DEM), que serão anunciados  candidatos ao governo de Pernambuco e ao Senado, respectivamente, no dia 28, devem estar muito confiantes. Apesar de todos os contratempos, os dois estão abdicando de uma reeleição para o Senado e para a Câmara dos Deputados por um enfrentamento  com o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição. Caso sejam derrotados, ambos ficarão sem mandato por dois ou quatro anos. Logo, a decisão de  concorrer a governador e a senador deve ter sido muito bem pesada. Nem tanto pela performance eleitoral do grupo das oposições, mas sobretudo pelas fragilidades do governo do PSB, cujos reflexos põem em dúvida a reeleição de Paulo. Bem, dentro do grupo, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) vem desempenhando um papel estratégico e tem dialogado muito com Armando. Possívelmente, Bezerra Coelho, com mandato até 2022 e que não entrou na disputa pelo governo por não ter conseguido o controle do MDB no estado,  atuará como coordenador da campanha  oposicionista, papel que exerceu em 2006, quando se licenciou da Prefeitura de Petrolina, para ajudar Eduardo Campos na campanha para governador. Enfim, o eleitor vai assistir a um remake das eleições de 2006, só que com um colorido mais azulado.

Gleisi e 300 delegados
Até 10 de junho, quando os 300  delegados do PT decidirão no encontro eleitoral se o partido terá candidato próprio ou fará uma aliança com o PSB de Paulo Câmara, a pisada vai ser essa - um dia da caça, outro dia do caçador. Ontem, a deputada estadual Teresa Leitão (PT), defensora da candidatura de Marília Arraes ao governo conversou por telefone com Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, que lhe assegurou não ter avançado na possível aliança com o PSB, embora a questão tenha sido discutida na reunião de terça-feira.

Marcação
O que se diz: a maioria dos 300 delegados do PT vota pela candidatura própria  para o governo do estado, favorecendo assim a vereadora Marília Arraes. Mas o senador Humberto Costa, defensor da aliança com o PSB, adotou a marcação homem a homem. Vem conversando pessoalmente com cada um dos delegados.

Lenga-lenga 
Esse apoia não apoia entre o PT e o PSB  é bom para  Paulo Câmara (PSB) porque  abre espaço para uma aliança num segundo turno. As relações entre petistas e socialistas estavam tão esgarçadas por conta das últimas derrotas do PT no estado e do apoio do PSB ao impeachment de Dilma, que o simples chove não molha já representa uma recomposição entre os dois grupos.

Dificuldades
O que se ouve: uma das vagas do Senado na chapa de Paulo está garantida ao deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), mas voltaram a falar em José Queiroz (PDT), ex-prefeito de Caruaru. Em certos setores do PSB há um pouco de má vontade com Jarbas.

Exclusão
Ontem foi a vez de Gleisi Hofmann, presidente nacional do PT, conversar com o pessoal do PCdoB. Uma aliança do PT com o PSB local  exclui automaticamente os comunistas da chapa majoritária de Paulo, A menos que João Paulo aceite a vice.

Devagar
Fernando Monteiro (PP), candidato a deputado federal, que fechou acordo com o prefeito de Cabrobó, Marcílio Cavalcanti (MDB), foi devidamente alertado para não repetir a façanha em outras áreas. 

O príncipe  
Admirador da arte popular, Dom João de Orleans e Bragança  vai hoje a Caruaru, onde visitará artesãos do Alto do Moura. O príncipe, que veio ao Recife para uma conferência, convidado pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico, fez questão de pagar sua passagem e hospedagem durante sua permanência no estado.

Cidade do Recife  
Do candidato a presidente da República pelo PSol, Guilherme Boulos: “Recife é a capital mais desigual do Brasil. A gente passa por uma área de IDH semelhante ao de Copenhague e cem metros adiante encontramos um IDH de Zimbabwe. Boulos defende uma reforma tributária em que quem ganha menos paga menos.