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Adesão pequena, esperança grande Apenas 362 alvirrubros votaram na eleição do novo presidente, Edno Melo, que em seu discurso disse confiar na permanência do clube na Série B

Publicação: 17/07/2017 03:00

Dentro de campo, na Série B do Brasileiro, o Náutico trava uma luta para reverter uma situação calamitosa. Fora dele, o clube tenta se reorganizar para evitar o pior. Ontem, o Timbu elegeu um novo presidente, graças à antecipação das eleições, decidida pelo Conselho Deliberativo. Houve apenas uma chapa, Resgate Alvirrubro, encabeçada pelo empresário Edno Melo, que havia saído derrotado do último pleito, por uma diferença de dez votos. Ao lado de Diógenes Braga, seu vice, vai comandar o executivo, oficialmente, a partir de 2018. Antes disso, porém, vai atuar em conjunto com a atual administração. Até o fim do ano, Ivan Brondi segue na presidência.

Com apenas uma chapa na eleição, o movimento durante o dia de ontem foi fraco nos Aflitos. No total, 3.621 sócios estavam aptos a votar, mas somente 366 compareceram ao clube - o pleito foi realizado das 8h às 17h. Foram 362 votos válidos, com dois brancos e outros dois nulos. Na realidade, apenas um voto na chapa era o suficiente para confirmar a vitória de Edno Melo, que já vinha atuando na administração, como diretor financeiro. Hoje, ele dará uma coletiva, na qual vai apresentar seus planos para o Náutico e uma equipe de transição com cinco componentes, que vão trabalhar até o fim do ano.

Não por acaso, Edno Melo falou bastante em união em seu discurso, após a divulgação do resultado final da eleição. O Náutico tem sofrido nos últimos anos com uma divisão interna, que ele espera colocar um fim. “A união é fundamental e estou vendo no dia a dia que essa união de fato é verdadeira. É uma união de propósito, de ideias. Não é uma união de pessoas. O principal motivo do Náutico estar começando a mudar as coisas é essa união”, afirmou o presidente eleito, que ressaltou o trabalho de Ivan Brondi para que se chegasse um entendimento.

Ivan Brondi, por sinal, compareceu ao clube e fez um discurso emocionado, no qual falou de sua história no futebol, na chegada ao Náutico e tudo o que fez pelo clube. O ídolo alvirrubro, que herdou a presidência após a renúncia por motivos médicos de Marcos Freitas, está visivelmente desgastado.

Edno não quis adiantar medidas, mas reafirmou que o retorno ao estádio dos Aflitos é uma das prioridades. Com isso, ele espera reconstruir a identidade com o torcedor. “É uma das principais metas. Primeiro, a gente precisa voltar para os Aflitos. Estamos perdendo identidade com o torcedor e receita. Então, o Náutico tem que voltar para sua casa de todo jeito o ano que vem”, afirmou.

A preocupação mais urgente é a situação do time na Série B. Edno garantiu que crê na permanência na Segundona. “Uma das principais preocupações é a situação em que o time está. Pegar o Náutico em uma Série C seria muito difícil. Eu acredito que o Náutico não vá cair. O time está começando a corresponder. Nos últimos dois jogos, empatou com o líder e um clássico”, comentou o dirigente.

O time
O Náutico viajou ontem para Belém, onde enfrenta o Paysandu, amanhã, às 19h15, no Mangueirão. Beto Campos terá desfalques. Giovanni não seguiu com a delegação, assim como Gilmar.