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Aposta errada Mesmo com um esquema defensivo, Náutico não conseguiu segurar o líder América-MG e começou o returno perdendo

João de Andrade Neto
joao.neto@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 12/08/2017 03:00

No confronto entre o líder da Série B e o lanterna, deu a lógica. Apostando em uma postura excessivamente defensiva no primeiro tempo, ao contrário da estratégia “franco-atiradora” usada nas vitórias diante de Vila Nova e Luverdense, o Náutico acabou derrotado pelo América-MG, na Arena Independência, em Belo Horizonte, por 1 a 0, dando uma freada na sua reação.

Apesar do revés (o 14º no campeonato), a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento (hoje o Santa Cruz) seguirá em nove pontos ao final da rodada. Na terça, novamente obrigado a vencer, o Timbu encara o Figueirense, do seu ex-técnico Milton Cruz, na Arena de Pernambuco. Um confronto direto contra o rebaixamento.

Retranca e castigo

Após uma semana de treinamentos, o técnico Roberto Fernandes optou por montar um Náutico mais precavido para enfrentar o líder, com o time passando a atuar com três zagueiros, com a entrada de Aislan. Além disso, na frente, o meia Bruno Mota foi avançado para atuar quase como um centroavante, com Erick e Gilmar abertos pelas pontas, e Diego Miranda um pouco mais atrás. A proposta era clara. Se segurar como desse atrás e tentar algo nos contra-ataques.

Na parte defensiva, de fato, o Náutico conseguiu impor dificuldade ao América. Tanto que o dono do segundo melhor ataque da Série B, apesar dos 67% de posse de bola, só levou perigo ao gol de Jefferson numa cabeçada de Giovani, aos 38 minutos. Porém, um time que optar ficar tanto tempo atrás sabe que está correndo riscos. E bastou uma jogada bem trabalhada dos donos da casa para a retranca pernambucana ruir.

No minuto seguinte, após boa triangulação, Giovani achou Luan dentro da área, que cruzou para Hugo Almeida empurrar para as redes.

Já no setor ofensivo, o esquema de Roberto Fernandes funcionou ainda pior. Isso porque Gilmar e Erick, sem ter com quem dialogar, só conseguiram puxar um mísero contra-ataque em 47 minutos, desperdiçado em chute do prata da casa, sem perigo, aos 29 minutos.Além disso, Bruno Mota, destaque do time nas vitórias ante Vila Nova e Luverdense, acabou sacrificado.Isolado na frente foi figura nula.

Leve reação
Na volta para a etapa final, Roberto Fernandes manteve o esquema com três zagueiros, mas promoveu uma substituição necessária, com a saída do apagado Diego Miranda para a entrada de Iago. Com isso, Bruno Mota foi recuado para a armação, onde rende melhor, e Gilmar passou a atuar centralizado no ataque. Por pouco a alteração não deu resultado logo no primeiro minuto da etapa, com Gilmar chutando travado na pequena área.

O lance não foi esporádico. De fato, a postura dos alvirrubros passou a ser outra nos minutos iniciais do segundo tempo, com o time mantendo a precaução defensiva,mas buscando sair para o ataque. Porém, apesar da leve melhora ofensiva, faltou ao Náutico uma melhor qualidade técnica para alcançar o empate diante do líder do Campeonato. Jogando com tranquilidade, o América administrou a parte final da partida, tocando a bola e sabendo a hora de ser precavido.