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Vitória, alívio e vaga perto Sport bate a Ponte Preta, na Ilha do Retiro, e fica a um empate da ínédita quarta-de-final da Sula

Yuri de Lira
yuri.lira@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 14/09/2017 03:00

O jejum está quebrado. O Sport voltou a vencer. A convencer. Após seis partidas de seca no Brasileirão, o Leão largou na frente na disputa por uma vaga inédita às quartas-de- final da Sul-Americana. Ontem, na Ilha do Retiro, a equipe teve uma atuação equilibrada. Cansou de desperdiçar oportunidades no segundo tempo, mas ganhou por 3 a 1 da Ponte Preta. O gosto amargo ficou pelo gol que sofreu, feito na primeira finalização do adversário no jogo e já no fim da partida. As equipes se reencontram daqui a uma semana, em Campinas. Antes, os pernambucanos tentarão retomar também as vitórias na Série A: domingo, no Rio, contra o Flamengo.

Desfalcado de Henríquez, Wesley e Everton Felipe, o Sport foi escalado com mais novidades que se esperava. Além de Durval, Sander e Lenis nos respectivos lugares, Raul Prata também ganhou uma chance e ocupou a vaga do contestado Samuel Xavier na lateral direita. Sem mostrar abatimento pela série de jogos sem vencer no Brasileirão, com direito a três derrotas seguidas, o Leão tomou logo a iniciativa da partida como há tempos não fazia. O prêmio veio. Aos sete minutos, o zagueiro Ronaldo Alves abriu o placar: 1 a 0.

O gol no início serviu como elo de aproximação entre a torcida e a equipe. Pode até ter evitado maiores cobranças a um Sport que começou a diminuir progressivamente a sua volúpia e nenhuma chance clara era criada. O time passou a ter dificuldade na armação. Havia pouca aproximação entre os atletas. Mais uma vez, a jogada aérea deu certo. Antes em rota de colisão com os torcedores, Rithely completou para o gol um cruzamento de Mena, aos 44 minutos.

PRESSÃO
Os leoninos aumentaram bastante a intensidade de jogo no segundo tempo. Diego Souza já começou perdendo um gol na cara do goleiro. André furou na frente de Aranha logo depois. Na sequência, Raul Prata se atrapalhou com a bola, perdeu ótima chance. Tudo isso com somente onze minutos de partida.

Contra uma Ponte exposta, permissiva e com um ataque que inexistia, o Sport tinha facilidade para tocar a bola e entrar na defesa adversária. Mas continuava perdendo gols. Tivessem mais capricho, Patrick, Rithely poderiam ter aumentado a vantagem no placar. De tanto martelar, o Leão ampliou após passe de Raul Prata, aos 30. Nesse cenário, o inimaginável aconteceu. Na primeira finalização da Macaca, Felipe Saraiva fez o gol da Ponte, aos 37.