SUPERESPORTES

UNFAIR PLAY » O fim da era Nuzman no COB

Publicação: 12/10/2017 03:00

Uma carta de renúncia assinada na Cadeia Pública José Frederico Marques, na zona norte do Rio, e lida ontem por um de seus advogados colocou fim a 22 anos de presidência de Carlos Arthur Nuzman no Comitê Olímpico do Brasil (COB). O cartola renunciou para cuidar de sua defesa na Justiça e levou “alívio” ao comitê, termo usado pelo novo presidente da entidade, Paulo Wanderley Teixeira. Vice de Nuzman, ele quer que um estatuto “mais moderno” fique pronto em até 45 dias para tornar mais democrática a eleição no COB – mas já antecipou que ficará no novo cargo pelo menos até 2020.

Sobre a renúncia de Carlos Arthur Nuzman, Paulo Wanderley lamentou “pessoalmente”, mas reiterou a importância do ato para tentar afastar o foco das investigações do COB. Vale lembrar que a entidade também está suspensa pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) por motivos de “governança” e a saída de Nuzman era uma exigência velada. “Sobre a decisão pessoal do Carlos Arthur Nuzman, de renunciar, já era aguardada, mas era uma incógnita. O sentimento da comunidade (presidentes de confederações) é de lamentar. Mas da instituição, da organização, é de alívio”.

Paulo Wanderley já avisou que ficará no cargo até o fim do atual ciclo olímpico e deu a entender que seguirá no cargo depois disso. “Eu fui eleito para um mandato de quatro anos, um ciclo olímpico, de acordo com o estatuto. Vim a convite do presidente Nuzman, como vice indicado pelas confederações. A intenção, a pretensão e a legalidade estatutária preveem mandato de quatro anos, o qual eu pretendo cumprir”, disse. Ao final, lembrou que a legislação brasileira prevê no máximo uma recondução ao cargo, e afirmou que “sua vida útil olímpica” é de oito anos.