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NÁUTICO » O que já estava ruim... pode ficar ainda pior?

Diego Borges
Especial para o DP

Publicação: 12/10/2017 03:00

A esperança de escapar do rebaixamento exige vitórias. Pelo menos sete em dez partidas. E é impossível falar em triunfos sem fazer gols. Nesse quesito, o Náutico deixa muito a desejar. O Timbu tem o segundo pior ataque da competição, com 18 gols em 28 jogos. Média de 0,64  (menor que dois gols a cada três jogos). É melhor apenas que o lanterna ABC.

Nem mesmo a chegada do técnico Roberto Fernandes, há dez rodadas, foi capaz de elevar os números ofensivos. Mesmo com o time alcançando um melhor rendimento na questão de resultados, a média de gols ainda sofreu uma ligeira queda, para 0,6 gol por jogo.

E os problemas se tornam maiores quando o técnico olha para o elenco em busca de opções para o setor. São três atletas entregues lesionados e fora da temporada. Entre eles, o artilheiro do time Vinícius, e Rafael Oliveira, contratado na reta final como esperança de gols.

Além disso, as peças disponíveis não conseguem ter sequência como titulares. Ao que parece, não têm a confiança do técnico. Ontem, Roberto chegou a abrir mão do usual esquema com três atacantes e experimentou a formação no 4-4-2, mesmo jogando a próxima partida em casa.
 
REMANESCENTES
Entre os atletas à disposição, Dico é um dos que vem recebendo mais oportunidades. Foi acionado nos últimos quatro jogos e deve jogar contra o Guarani, sábado. Ele reconhece o problema do time em balançar as redes, mas faz uma ressalva. Para ele, o fato de os atacantes ajudarem na marcação acaba prejudicando no rendimento ofensivo da equipe.

“Nós voltamos bastante para apoiar a marcação e tem sido difícil chegar forte para fazer os gols devido a essa marcação. Temos poucos jogos e o tempo está ficando mais curto. Não tem outra coisa a fazer a não ser os gols”, completou.
 
Estatística
 
Números do ataque alvirrubro

Geral

28 jogos
18 gols
Média: 0,64 gol/jogo

Com Roberto Fernandes
10 jogos
6 gols
Média: 0,6 gol/jogo