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Tem ou não tem jogo no Arruda? Uma reunião às 15h entre o presidente Alírio Moraes e o elenco do Santa Cruz vai definir se o time enfrentará o Paraná hoje à noite

Rafael Brasileiro
rafael.brasileiro@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 14/11/2017 03:00

Agarantia do presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, é de que os jogadores do Santa Cruz entrarão em campo hoje à noite para enfrentar o Paraná no Arruda, às 20h30 (horário do Recife). Há, entretanto, um resquício de dúvida. A possibilidade de uma greve ser decretada antes do duelo não foi descartada completamente. Uma reunião às 15h de hoje vai definir se os atletas entrarão ou não em campo. 
No encontro, o presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes, vai apresentar aos jogadores como pretende quitar os salários atrasados. Para o horário está marcada a chegada dos atletas no estádio - por conta do rebaixamento concretizado e dos salários atrasados, o elenco não concentrou no Arruda para o duelo. Coincidentemente, este foi também o prazo limite estabelecido por Ramon Ramos, ex-atacante do Tricolor e representante do sindicato dos atletas, para que parte dos salários seja depositada na conta dos jogadores e funcionários. 
De cara, já se sabe que o clube não tem a verba para pagar o valor exigido pelos atletas. A proposta seria quitar uma folha salarial da comissão técnica e dos funcionários hoje e “agendar” o pagamento dos atletas para a semana seguinte, apresentando garantias – verbas que serão recebidas até o fim de semana.

FPF
O otimismo de Evandro Carvalho quanto à realização da partida deve-se a uma reunião realizada ontem à tarde em seu escritório. Participaram do encontro ele, Ramon, o presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes, e o vice-presidente coral Constantino Júnior. Evandro tratou do assunto como superado, apesar de reconhecer os atrasos salariais.
“Nos reunimos e todos entenderam a necessidade dos atletas entrarem em campo para a carreira deles e para a existência do clube. Logo que o clube viabilizar as receitas que forem liberadas, o clube vai honrar seus compromissos. Existem receitas a serem recebidas e elas foram apresentadas. Eles cogitam formalizar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e isso dará mais tranquilidade aos jogadores”, explicou Carvalho, que não revelou se a FPF ajudou a equipe coral financeiramente, nem soube afirmar quando os salários serão pagos.