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Timbu em situação difícil Derrota para o Botafogo-PB deixou o Náutico com a obrigação de vencer o Bahia, na próxima rodada, para seguir vivo na Copa do Nordeste

Publicação: 09/02/2018 03:00

A missão do Náutico de avançar pela primeira vez para as quartas de final da Copa do Nordeste, desde a retomada da competição em 2013, ficou mais complicada. Após estrear com um empate com o Altos-PI, em casa, os alvirrubros tinham a chance até mesmo de assumir a liderança do Grupo C em caso de vitória contra o Botafogo-PB. Porém, a derrota por 2 a 1, de virada, no estádio Almeidão, deixou o Timbu com apenas um ponto, na terceira colocação e fora da zona de classificação. Os paraibanos, com seis, lideram com 100% de aproveitamento.

Com isso, o Náutico tem um compromisso de vida ou morte na próxima rodada, dia 22, contra o Bahia, que soma três pontos, na Fonte Nova. Antes, porém, volta a campo na Quarta-feira de Cinzas, diante do Fluminense-BA, pela Copa do Brasil.

Contando com quase todo o elenco à disposição, o técnico Roberto Fernandes mandou a campo o que considerou a força máxima. Que nesse caso, além do retorno de jogadores importantes como Wallace Pernambucano e Negretti, poupados nas duas últimas partidas, também contou com a volta do meia Medina, recuperado de lesão, e a permanência dos atacantes Robinho e Rafael Assis, destaques na goleada por 4 a 0 sobre o Salgueiro.

O jogo começou elétrico. Logo aos quatro minutos, após ótima jogada de Medina pelo lado esquerdo, Wallace Pernambucano cabecou sem chance de defesa para o goleiro Édson, abrindo o placar para o Timbu. Vantagem que durou pouco. Cinco minutos depois, após cobrança de escanteio, o zagueiro Gladstone (ex-Náutico) ganhou de cabeça para Camutanga e empatou.

A partir daí, o confronto ficou equilibrado, com Medina e Wallace sendo sempre as principais peças ofensivas alvirrubras. Dessa vez, Robinho e Rafael Assis, cada um aberto por uma ponta no ataque, pouco produziram. Assim, a melhor chance de voltar a frente do marcador foi uma falta cobrada no travessão por Wallace, aos 36.

Encontrando muito espaço na marcação, principalmente na entrada da área, os donos da casa também ameaçavam. A virada só veio graças a uma falha do goleiro Bruno, que socou para dentro um escanteio cobrado pelo experiente meia Marcos Aurélio (ex-Sport). Gol olímpico.

Na volta para a etapa final, apesar da desvantagem, Roberto Fernandes não fez nenhuma mudança na equipe. Porém ciente de que precisava ao menos pontuar para não ver a situação se complicar na competição, o treinador sacou o volante Josa, aos 14 minutos, para a entrada do atacante Fernandinho, mais pouco surtiu efeito. A defesa alvirrubra seguia levando desvantagem nas bolas aereas. Gladstone chegou a cabecear outra bola na trave.

Mesmo com as entradas de Cal Rodrigues e Tharcysio nas vagas de Medina e Robinho, o Náutico não melhorou. A equipe já não tinha mais forças para reagir, em um segundo tempo fraco, ameaçando mais uma vez apenas lances de faltas. Uma de Wallace e outra por Cal. Essa novamente na trave. Porém, o fato é que o goleiro Édson não fez uma defesa sequer no segundo tempo.