SUPERESPORTES

O desafio da força Prática do levantamento de peso olímpico começa a se popularizar no Recife, com a difusão do crossfit

Brenno Costa
brenno.costa@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 09/02/2018 03:00

Em um galpão moderno e equipado para exercícios na Estrada dos Remédios, na Zona Oeste do Recife, 30 alunos olham atentos para um professor. Com uma barra na mão exibindo como os movimentos devem ser realizados, o instrutor fala pausadamente em inglês. “Só teve duas vezes em que cheguei a desmaiar. Na segunda vez, estava em uma competição levantando 217 quilos. Foi engraçado… mas não para mim”, conta, aos risos e em tom de alerta, enquanto seu auxiliar faz a tradução simultânea.
A brincadeira foi um momento de descontração de um grande especialista em levantamento de peso olímpico. Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres na categoria até 105 quilos, em 2012, Aleksey Torokhtiy, de 31 anos, agora se dedica a rodar o mundo ensinando suas técnicas. No Brasil, essa prática começa a ganhar espaço e seguidores com a difusão do crossfit, uma modalidade que combina ginástica, atividades de condicionamento metabólico e o próprio levantamento de peso.
“Nesse momento, a maioria das pessoas não faz isso para competir, mas para elas próprias. Por isso, é muito importante fazer isso da maneira correta para manter o seu corpo seguro. Se você não faz isso, a chance de ter uma lesão é grande”, conta Torokhtiy. “Na Ucrânia, comemoramos 120 anos da prática do levantamento de peso. Vejo, agora, que o Brasil tem condições de atingir um bom nível”, acrescenta.
O campeão olímpico esteve no Recife na última semana para ministrar dois dias de treinamentos. Cada aluno pagou R$ 500 para acompanhar. Assim como eles, os  interessados se multiplicam. Gustavo Bandeira, 40 anos, é um dos sócios da academia que promoveu o seminário e um exemplo de quem passou a praticar um esporte que pode deixar de ser incomum no Brasil.
Do mundo da luta passou para o crossfit. Depois, virou praticante exclusivo do weightlifting – nome em inglês para o levantamento de peso olímpico. “O pessoal está gostando muito. Está sendo um sucesso”, avalia o empresário, que já pensa em marcar mais edições de treinamentos com o campeão olímpico. E tem público para isso até de fora do estado.
É o caso do alagoano Arthur Alécio, de 30 anos. O profissional de educação física veio até o Recife para acompanhar o curso e também poder difundir os ensinamentos nas aulas de crossfit que dá em Maceió. “Comecei a praticar há seis meses. Desde então, passei a fazer cursos e aprofundar meus conhecimentos”, conta.


Onde treinar

A multiplicação dos boxes
Os boxes, como são chamados espaços voltados à prática do crossfit, viraram comuns nas grandes cidades. Já são 979 no Brasil autorizados a usar o nome crossfit, que precisa ser registrado na empresa norte-americana CrossFit Incorporation, dona da marca. No Recife, são 13. Ainda
há outros espalhados pela
Região Metropolitana do Recife. Veja quais são no site map.crossfit.com