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Diario urbano

por Jailson da Paz
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Publicação: 18/05/2017 03:00

Voo proibido

Ao apreender ontem cerca de 200 aves, da espécie papa capim, em Jaboatão dos Guararapes, a Operação Voo Livre mostrou não só irregularidades no aprisionamento de animais silvestres. Fez mais indiretamente. Evidenciou o quanto, apesar do avanço na consciência de se proteger e se preservar a natureza, estamos distante da convivência respeitosa com o meio ambiente. E do entendimento de que o planeta não é nosso mero parque de diversão. Engaiolar aves é questionável, mesmo quando permitido legalmente. Engaiolar para submetê-las a competições, conforme indícios encontrados pelos integrantes da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), soa como capricho do ser humano e prazer diante do sofrimento de outros seres. São atitudes passíveis de condenação judicial, embora o caminho para se chegar a tal estágio seja longo e repleto de recursos. As brechas contribuem para a impunidade. Mas nunca é demais ressaltar que operações como essa, responsável por autuar em flagrante aproximadamente 70 pessoas por crime ambiental, em Prazeres, são imprescindíveis para alertar a sociedade de que o problema existe e pede rigor na apuração e punição.

Faces da Padre Miguelinho
Realidade dupla a da Rua Padre Miguelinho, no Torreão. Da Avenida Agamenon Magalhães à Rua Augusto Rodrigues, o pavimento nos quatro quarteirões é uniforme. De boa qualidade. Entre as ruas Augusto Rodrigues e Marechal Deodoro, a via parece terreno lunar, com sinais espaçados de que ali existiu asfalto.

Montanha à vista
Na Estrada de Belém, a afirmação de que o lixo vai à montanha é correta quando se refere ao terreno baldio entre os imóveis 511 e 535, no Hipódromo. A montanha começou com o despejo de metralhas, há meses, e foi ganhando altura com novos produtos. Móveis quebrados e colchões velhos compõem a paisagem.

Sanitário público
A base do monumento aos tripulantes da aeronave Jahú, que cruzou o Oceano Atlântico, em 1927, vindo da Itália, virou um mictório na Praça do Largo da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife. Sem constrangimento, homens olham para um lado e para o outro e tiram, como afirmaram ontem, “água do joelho”. Seja noite seja dia.

Chegou ao pescoço
Desde o começo desta semana, como denunciou ontem a coluna, um fio, provavelmente de telefonia ou internet, está a pouco mais de um metro de altura do nível da calçada. E nesta quarta-feira, contou a vendedora Cristina Alves, “por sorte não ocorreu um acidente”. Um estudante, sem perceber o perigo, esbarrou o pescoço no fio.

Vitrine na parada
A sobrevivência exige criatividade. Na parada de ônibus da Praça Castro Alves, na Encruzilhada, um ambulante prendeu uma caixa de madeira, com fios e arames, em uma das pilastras para expor doces e salgados. É sua estante e vitrine. Desocupada ontem pela manhã, a caixa era o descanso para passsarinhos.

Risco corrigido
Em resposta à coluna, o Grande Recife informou que fez a manutenção nos tubos de sustentação das publicidades das paradas de ônibus 010107 e 010108, ambas na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem e no Pina. Os tubos estavam com as extremidades expostas, oferecendo risco de acidentes, após atos de vandalismo.

Dores da chikungunya
Vítimas da chikungunya podem se escrever gratuitamente no programa Fisioterapia Social, promovido pela Recimed Soluções em Saúde, para tratar das dores provenientes da doença. Para o cadastro, os telefones disponíveis são os(81)3033-2200 e (81)98198-2599 (WhatsApp). O programa se destina a pessoas de baixa renda.