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Diario urbano

por Jailson da Paz
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Publicação: 12/10/2017 03:00

Casas de menos

Já se esperava. O protesto pela moradia que travou ontem o trânsito do Recife voltou a dividir opiniões. Divisão dada basicamente sobre o direito ou não dos sem-teto fecharem as vias públicas, sobrando argumentos dos dois lados. Em um ponto, quanto à queixa dos sem-teto de que existe um grande déficit habitacional, houve acordo nas discussões. E não dá para dizer o contrário. O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) estimou o déficit estadual, há quatro anos, em 8,3%. O percentual representava 232 mil famílias sem casa ou vivendo em imóveis de condições ruins. A situação do Recife também preocupa. No Plano Local de Habitação de Interesse Social, deste ano,  a prefeitura calculou um déficit de 60.765. A gravidade do problema se acentua quando contabilizadas as casas entregues. Desde 2013, a capital entregou menos de 1,5 mil, ritmo que levará ao zeramento do déficit em mais de um século e meio. O mesmo se daria em relação ao estado. Trocando em miúdos, milhares de famílias que dependem de políticas públicas para ter a casa própria – e o governo federal também é responsável – nunca terão um teto.

No improviso
Postes da rede elétrica ganharam a função de muro protetor ontem, quando balas de borrachas e bombas de efeito moral foram usadas, por policiais militares, para dispersar a manifestação dos sem-teto perto do Palácio do Campo das Princesas. Difícil é ter cumprida a função com tanta gente ocupando um mesmo lugar.

Brecha na ponte
Ao cruzarem a Ponte Princesa Isabel ontem, alguns sem-teto se espantaram com a falha na mureta direita, para quem anda da Boa Vista para Santo Antônio. Dois blocos de pedra, de material semelhante aos paralelepípedos, desapareceram. Pela abertura, de cerca de um metro de largura, passa facilmente uma criança.

Fogo noturno
A menos de 30 dias de uma ação ambiental do município e do estado para impedir desmatamentos no Sítio dos Pintos, no Recife, fogueiras voltaram a ser vistas nas madrugadas. Os infratores derrubam árvores centenárias a machado e, no mesmo dia ou dia seguinte, começam a levantar barracos e casas de alvenaria.

Topo da mata
Prova de que o machado não descansa na área de preservação ambiental do Sítio dos Pintos, no Recife, são os barracos e as casas que surgiram há uma ou duas semanas. Elas estão ao alcance dos olhos de quem anda nos metros finais da Rua Parque Santa Maria ou em qualquer recanto das quatro travessas da rua.

Fossa séptica
Informa a Prefeitura de Jaboatão que o mar de esgoto em frente ao Edifício Morumbi, na Rua Coronel Kléber de Andrade, em Candeias, resulta do vazamento de dejetos do próprio prédio. Esse, segundo o município, deveria ter fossa séptica. Origem constatada, é hora de orientação e cobrança da implantação do serviço.

Pequena barragem
Vale tudo para se produzir banana em Machados, no Agreste. Técnicos da CPRH identificaram pontos em que produtores barram os afluentes do Rio Siriji para irrigar plantações. Um cadastro para regularizar o uso da água será feito em novembro. Produtores que não se regularizem terão as pequenas barragens desfeitas.