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Projeto Orla em busca de patrocínio Primeira etapa de padronização da praia foi em em abril de 2017. O Centro Uninassau venceu a licitação e ontem foi lançado novo edital

Publicação: 03/01/2018 03:00

A Praia de Boa Viagem, um dos mais importantes pontos turísticos da capital pernambucana, é também um cenário para quem deseja fazer algum tipo de divulgação. São 6,4 mil metros de faixa de areia de praia, disputados pelos frequentadores da orla. A Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano decidiu usar esse potencial a favor da própria orla ao oferecer publicidade em troca de equipamentos para os próprios barraqueiros.A ideia é padronizar a ocupação dos espaços em limites pré-estabelecidos. A orla foi dividida em dez lotes e foram cadastrados 476 barraqueiros fixos. Ontem foi lançado o segundo edital de licitação para oito dos dez lotes existentes. Os interessados têm até o dia 2 de fevereiro para participar do processo de seleção.

Dessa vez, o município está flexibilizando as regras e um mesmo lote pode ser dividido por dois parceiros. “Alguns parceiros nos procuraram perguntando se poderiam dividir um lote com outra empresa e nós estamos flexibilizando. A ideia é padronizar a Praia de Boa Viagem de canto a canto", revelou o secretário da pasta, João Braga.

A primeira experiência de padronização ocorreu em abril de 2017. O Centro Universitário Maurício de Nassau venceu a licitação de dois lotes em um trecho de 850 metros, entre as ruas Antônio Falcão e Henrique Capitulino. Nos dois lotes foram atendidos 73 barraqueiros com a entrega de 10 mil cadeiras e espreguiçadeiras, três mil ombrelones (tipo de guarda-sol maior), três mil mesas de apoio, 1,5 mil caixas térmicas, três mil lixeiras, 180 camisas com proteção UV, 350 batas, 350 viseiras e 73 carroças. O contrato da empresa com o município é de um ano e meio.

A padronização das barracas faz parte da terceira etapa do Projeto Orla. Segundo o secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga a primeira etapa foi o cadastro dos ambulantes. “Foram três anos para cadastrar os barraqueiros que são fixos na praia e dividir o espaço da areia em dez lotes. O passo seguinte foi a capacitação dos ambulantes pelo Sebrae tanto em relação a manipulação dos alimentos como também na gestão dos negócios”, explicou o secretário.  

De acordo com Braga a nova licitação pretende atrair de oito a dez parceiros para cobrir todo o trecho da orla. “Nós estamos fazendo um esforço nesse sentido. Por isso estamos antecipando o edital para aproveitar esse período de férias, que atrai mais gente para a praia e estimular os parceiros a participarem da iniciativa”, revelou. No ano passado, o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) investiu cerca de R$ 2 milhões para participar do projeto. “A praia é um excelente espaço de divulgação e uma oportunidade para as empresas. No início havia uma incerteza dos empresário, mas a experiência foi bem-sucedida e acreditamos que mais parceiros irão se interessar em participar do edital”, revelou o secretário. Ainda segundo ele, o Controle Urbano faz uma fiscalização rigorosa para que os barraqueiros usem os equipamentos que foram disponibilizados. Ao final do contrato, a mesma empresa pode fazer a renovação por igual período, sem necessidade de uma nova licitação.

Entre os dez lotes divididos na orla, o controle urbano determinou espaços de 10  metros para os banhistas que preferirem ficar na areia e não nas barracas.

Projeto Orla

  • 6,4 mil metros de praia
  • 476 ambulantes
  • 10 lotes
  • 850 metros é a extensão dos dois lotes licitados
  • 8 lotes estão com licitação aberta até 2 de fevereiro
  • 1 lote tem de 10 a 12 metros de testada