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Diario urbano

por Jailson da Paz
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Publicação: 11/01/2018 03:00

Poluição sonora

Que a iniciativa seja copiada. A promotora de Justiça Andréa Magalhães Porto Oliveira ingressou com uma ação judicial contra a Prefeitura de Pesqueira, no Agreste, por algo comum nos municípios pernambucanos, a concessão de alvarás de funcionamento de pontos comerciais e de lazer sem considerar todo cumprimento das exigências relativas à poluição sonora. A tal vista grossa, em nome da geração de empregos e tributos, tira o sossego das redondezas. Perdido o silêncio, idosos e doentes, quando reclamam, veem as solicitações dormirem em gavetas, birôs e caixas de e-mails por outra desculpa, a de que os setores de fiscalização são desestruturados. Em resumo, o município a conceder alvarás costuma ser o mesmo a relegar o seu poder de polícia. Aí estão os centros da ação civil pública impetrada. A promotora alega ainda o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo governo. Documento esse firmado em 2013, quando a prefeitura prometeu exercer devidamente a função de controle urbana. Nada de extraordinário. Os gestores públicos conhecem a lei. Não cumprem por não priorizar.

Barulho eleitoral
O histórico das denúncias de poluição sonora e perturbação do sossego em Pesqueira possui uma coincidência. As primeiras queixas ao Ministério Público foram em 2008, ano eleitoral como hoje. E tratavam dos carros de som. Neste ano, com as campanhas oficialmente mais curtas, o barulho dos carros tende a ser por menos dias, porém intenso.

Força da maresia
A maresia desconhece o perdão. Ou se mantém vigilância atenta ou ela devora o que encontra à frente, como este banco da Praia do Bairro Novo, em Olinda. Manchas marrons foram os primeiros sinais da força da maresia. Em seguida, rachaduras, expondo a ferragem, e o desprendimento do concreto. Por fim, a estupidez humana: revirar o banco.

Ninguém escapa
Acabou-se o tempo das cobranças sobre segurança pública serem apenas ao governo do estado. Os municípios entraram na roda. Após inaugurar dois núcleos de segurança comunitária, em Tabatinga e Aldeia, este em dezembro, a Prefeitura de Camaragibe recebe pedidos de projetos semelhantes quase todo dia. São pedidos de socorro.

Efeitos da chuva
De fato, segundo afirmam os jaboatonenses, os bairros de Piedade e Candeias não podem ver chuva. Chovendo, alaga. As precipitações da madrugada e manhã de ontem transformaram em córregos trechos das ruas Hermano Barros e Silva, em Candeias, e Biritinga, em Piedade, com risco de repetição hoje. Estão previstas chuvas fracas e moderadas.

Azulejos do padre
Mudou da nome a rua entre a Praça de Casa Forte e a Estrada das Ubaias, em Casa Forte. O logradouro, antes com o nome do bairro, homenageia Padre José Edwaldo Gomes, pároco local por 47 anos e falecido em 2017.  A homenagem está em azulejos colocados na rua pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambuco (IAHGP).

Torta à direita
Um empurrãozinho na placa de trânsito na subida da Ponte José de Barros Lima, no Paissandu, facilitaria a vida dos motoristas que se deslocam da Avenida Agamenon Magalhães em direção à Ilha de Joana Bezerra. É impossível os condutores que trafegam na faixa mais à esquerda da ponte leem a placa torta.