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Diario urbano

por Jailson da Paz
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Publicação: 17/05/2018 09:00

Violência no interior

O mapa dos homicídios dos primeiros quatro meses deste ano reforça o fenômeno da interiorização da violência. E com o viés de que atinge um número considerável de municípios com menos de 50 mil habitantes. Dos 39 com 10 ou mais mortes registradas, de janeiro a abril, oito constam nesta faixa. Metade fica na Mata Sul: São José da Coroa Grande, Ribeirão, Primavera e Pombos. Os índices assustam nestes dois últimos, ambos com 10 ocorrências cada. Em Primavera, a média é de uma morte para 1.479 habitantes, considerando a população estimada pelo IBGE para o ano passado. A média de Pombos alcançou um homicídio por 2.696 habitantes. Por sua vez, São José da Coroa Grande tem dados parecidos aos de Primavera, registrando a média de um assassinato para 1.497 habitantes, com o atenuante de que as ocorrências caíram bastante em março e abril. Enquanto nestes meses anotou-se um crime, onze foram registrados em fevereiro. Entre as causas dessa interiorização da violência, o aumento do negócio das drogas aparece. Tal fator também contribuiu para Glória do Goitá, na Mata Norte, e Lajedo, no Agreste, estarem na lista dos municípios com mais de 10 mortes. O clima de faroeste resultou no assassinato de vinte pessoas, no quadrimestre, em Lajedo, e amedrontou a população.

Fiação em excesso
A partir de agosto, qualquer recifense pode solicitar a retirada de fiações em excesso ou sem uso das ruas da cidade. A mudança na legislação municipal, sancionada pelo Executivo, entra em vigor em 90 dias a partir da publicação. Ou seja, em 12 de agosto.

Prazo para retirada
Além do cidadão, entidades da sociedade civil ou representantes do poder público poderão pedir a retirada de fios em excesso das ruas à prefeitura. Esta notificará os responsáveis pelos fios, que terá 10 dias para agir. A multa diária por descumprimento será de R$ 500.

Muro da escola
Ladrões se acham os donos da Escola Técnica Estadual Advogado José David Gil Rodrigues, em Jardim Jordão. Quase toda semana, segundo estudantes, pulam o muro da escola e assaltam quem veem pela frente. De preferência quem estiver com celular.

Por cinco anos
Seria em março. Não foi. Mas, conforme o ditado popular, "está mais perto do que longe" a  reabertura do Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda. É o que sinaliza o convênio aprovado  nesta semana, pelo município, que dá ao estado o poder de gerir o espaço por cinco anos.

Água potável
O nível de pobreza de famílias que resistem ao processo de desocupação das terras, no Engenho Serraria, no Cabo, impressionou os relatores da Plataforma Dhesca, voltada aos direitos humanos. Eles encontraram casas onde não havia água potável.

Rede entupida
Não é dos melhores o cheiro da água que se acumula próxima à Estação Forte do Arraial do BRT, na Avenida Caxangá, no Cordeiro. A água acumula há dias, segundo o leitor Firmino Caetano, devido ao entupimento da rede de drenagem pluvial.

Obras paralisadas
A degradação da inacabada Maternidade Rita Barradas, em Sucupira, Jaboatão, está acelerada. Sem teto, o prédio teve as obras paralisadas em 2017, quando o Ministério da Saúde identificou erros no projeto.

Coleta esquecida
A montanha de lixo aumenta desde a semana passada na Rua Ingazeira, no Janga, em Paulista. Cheio o contêiner, os moradores começaram a depositar os resíduos no entorno. A prefeitura vai precisar, em breve, de uma caçamba para recolher a sujeira.