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PERFIL » China na conexão 'pernambaiana' "Levo muito a sério o lema de Chico Science: trabalho tem que ser com diversão", China, sobre trabalhar no carnaval de Salvador

Publicação: 10/02/2018 03:00

Carnaval e São João são duas épocas do ano nas quais o cantor e compositor China chega a ficar triste por não estar em Pernambuco ou no Nordeste. Radicado em São Paulo, ele nasceu em Olinda e, como a maioria dos conterrâneos, é um folião nato. Em anos recentes, concilia a diversão do carnaval com o trabalho, seja fazendo show ou como repórter da equipe do Band folia . Recentemente, o destino foi Salvador, o mesmo de 2018. “Levo muito a serio o lema de Chico Science: ‘Trabalho tem que ser com diversão’. Dei muita sorte nisso. É sempre muito divertido”, analisa China.

A experiência é uma descoberta diária no segmento artístico e pessoal, como na quebra de preconceito musical. A transmissão faz com que ele tenha acesso a sons e entrevistados de diversos segmentos. “Fazendo o Band folia em Salvador, me sinto em casa, porque tem vários aspectos muito parecidos com o carnaval de Pernambuco”. Em2018, ele lança programas no canal no YouTube e participa de transmissões na Band e no Multishow. Ainda grava o novo disco com produção de Yuri Queiroga, previsto para o segundo semestre.

Entrevista // China

O que há de mais interessante em participar dessas coberturas?

Foi o terceiro ano na Band. Fazia a transmissão de Recife, e um dia eles perguntaram se não queria fazer Salvador. É um carnaval a que nunca tive acesso, topei de cara. Como no Recife, tocando ou brincando, foi uma experiência nova. Tem sido. carnaval completamente diferente. Tem o mesmo charme, mas é de outro jeito. Cada ano que venho, descubro uma coisa nova. O Pelourinho tem um carnaval gostoso, um carnaval de rua gostoso. Tem o carnaval alternativo. Ontem [quinta-feira da semana passada] ‘tavam’ rolando vários DJs, BNegão, BaianaSystem É uma novidade. Você vai entendo como funciona o carnaval daqui, os blocos baixarem as cordas, as pessoas voltaram a se fantasiar nas ruas.

Você tem acesso a artistas de vários gêneros musicais na transmissão. O que tem de positivo?
Faz muitos anos que trabalho isso em mim, de não ter preconceito musical com nada. Independente do estilo musical, eu imagino que essa pessoa rala como eu ralo todo dia. É um exercício bom para mim. Não só como um repórter, um exercício bom como ser humano e como músico. Entrevistei Xande, do Harmonia do Samba, e foi muito bonito. Ele falou sobre a vida dele no início. Eu tento buscar a essência desses artistas, daquele momento mais sentimental do cara. Por ser músico, existe uma facilidade de conversar por outro caminho. Carlinhos Brown é sempre uma aula. É um cara muito firmeza.

Sente falta de participar como folião? Tem tempo para brincar?
Eu só trabalho com diversão. Eu consigo conciliar, fazer show e me divertir. No ano passado, pedi permissão da diretoria porque BaianaSystem passando na avenida e pedi para ver. Tirei a camisa, parecia menino, fui na pipoca até o fim do circuito. Depois voltei para a transmissão.

Quais os projetos para TV em 2018?
Tenho a série de música Joinha.lab, que estamos tentando fechar com alguma televisão. Também faço muito trabalho para o Multishow, em festivais de verão, Rock in Rio e Lollapalloza. Em março, lançarei uma grade no meu canal no YouTube, com um programa sobre minha coleção de discos, outro com um viés mais sustentável e outro infantil.