Ciência e Saúde

O normal é não precisar medicar para ter filho

Publicação: 12/05/2018 03:00

Parto humanizado não é sinônimo de parto normal. “A humanização do parto vem do fato de ele deixar de ser medicalizado. Há três pilares para isso. O primeiro é o protagonismo da mulher na escolha da via de parto, então ela deve ser informada para que ela possa tomar uma decisão, e a escolha deve ser respeitada. O segundo é a obediência às evidências científicas. O terceiro é o acompanhamento multiprofissional, que ela possa ter acesso a um fisioterapeuta para a preparação do assoalho pélvico,  um nutricionista caso precise perder peso, a um pediatra que discuta as intervenções no bebê, além de uma doula, que são mulheres que ajudam outras mulheres nesse processo”, explica o obstetra Thiago Saraiva. Se houver indicação de que a cesárea vai salvar mãe e bebê, é obrigação da equipe médica informá-la. Foi o que aconteceu com a consultora Priscilla Lobato, 35 anos.

Depois de 14 horas de trabalho de parto foi encaminhada para uma cirurgia. “Eu sempre quis ser mãe, queria um parto humanizado e desejava que fosse normal. Fiz uma preparação intensa para isso e jamais agendaria um parto, apesar de saber que sempre existe a possibilidade de terminar em uma cesárea. Eu queria tentar e tentei”.

Violência obstétrica
  • Impedir que a mulher tenha um acompanhante, exigir que este acompanhante seja uma mulher ou restringir os horários de acompanhamento
  • Condicionar a presença do acompanhante à autorização do médico plantonista ou utilizar frases como “essa lei não vale aqui”
  • Não dar informações claras sobre o estado de saúde da mulher, realizar procedimentos sem explicar ou ouvir sua opinião
  • Não oferecer opções para alívio da dor
  • Impedir que a mulher se movimente, beba água ou coma alimentos leves durante o trabalho de parto
  • Deixar a mulher sozinha, isolada ou trancada
  • Realizar exames de toque vaginal repetidas vezes, sob o pretexo de “ensinar os estudantes a realizar o toque”
  • Fazer piadas, dar broncas, xingar ou impedir que a mulher se expresse