Comportamento

SEXBOTS » Casamento com robôs será realidade em 2050

Publicação: 01/04/2017 03:00

Londres - A empresa Abyss Creations, com sede na Califórnia, começará a comercializar no ano que vem seus primeiros robôs sexuais, com capacidade de se mover e falar como humanos. Segundo o especialista em inteligência artificial David Levy, o casamento com estes humanoides poderia se tornar realidade por volta de 2050.

Os “sexbots” são um tema recorrente na ficção científica - a ideia de robôs como parceiros sexuais é explorada, por exemplo, em filmes e seriados recentes como “Ex-Machina” e “Westworld”. “À medida que o sexo com robôs se tornar cada vez mais comum, vamos enfrentar a possibilidade real de casamento com robôs”, disse Levy.

Os robôs do futuro serão “pacientes, amáveis, protetores, carinhosos”, e nunca “ciumentos, arrogantes, rudes” - “a menos que você queira que eles sejam”, disse Levy. “Todas essas qualidades e muitas outras serão provavelmente alcançadas em softwares dentro de algumas décadas”, acrescentou.

Em dezembro do ano passado, uma conferência em Londres mostrou alguns dos últimos avanços em brinquedos sexuais robóticos, como gadgets que permitem aos casais se beijarem mesmo que estejam longe.

O “Kissenger”, que pode ser incorporado ao telefone celular, contém sensores para detectar a pressão de um beijo e transmiti-la ao dispositivo do parceiro em tempo real.

Estudantes da Universidade de Keio, em Tóquio, estão desenvolvendo a “Teletongue”, que pretende proporcionar “interação oral remota” e é projetada para ser “pervertida”, de acordo com a cocriadora Dolhathai Kaewsermwong.

O projeto permite que os casais enviem sons e sensações de lambidas através do ciberespaço usando um “pirulito”, criando uma “experiência imersiva”, explicou. Lynne Hall, professora da faculdade de Ciência Informática da Universidade de Sunderland, no nordeste da Inglaterra, estimou que os robôs poderiam oferecer “uma experiência sexual fantástica”.

“O sexo com robôs tem muitas vantagens... É seguro, você não contrai nenhuma doença, você pode controlá-lo”, disse na conferência, descartando, porém, que este possa substituir ou ameaçar as relações humanas, atribuindo tal receio a um “pânico moral”.

“As pessoas assistem pornô regularmente e continuam tendo relações sexuais com humanos”, apontou. No entanto, para muitos, ter relações sexuais com máquinas seria ir longe demais.

Emma Yann Zhang, estudante de doutorado na City University London, que trabalhou no protótipo do Kissenger, disse que falta muito para que as pessoas aceitem essa ideia.