Comportamento

Cada um curtindo a sua folia Como serão os dias de Momo para pernambucanos que amam ou não estão nem aí para o carnaval

JAILSON DA PAZ E ROSÁLIA VASCONCELOS

Publicação: 10/02/2018 03:00

Há quem se incomode com a expressão “brincar carnaval”. Para muitos pernambucanos, a paixão pela festa de Momo é coisa séria, costume repassado de geração a geração. Os preparativos começam meses antes, com a escolha das melhoras prévias, tecidos e fantasias, a decisão sobre quais agremiações valem a pena seguir até o fim do trajeto. Para quem ama carnaval, é muito mais que brincadeira. É comoção, protesto político, momento para reencontrar velhos amigos.

Márcio e Uiara Lima, ambos de 58 anos, repassou a paixão pelo carnaval aos filhos. A filha Eugênia Lima, além de compartilhar o amor pela festa, é fundadora do bloco percursivo Conxitas e diretora do Elefante de Olinda. “Quando o toca o frevo rasgado, eu fico louca, mas não tenho condições de pular como antes. Então a gente brinca nas prévias e durante os dias de carnaval vou para a janela e brinco em blocos que passam em ruas no entorno da Cidade Alta. Ali reencontro familiares e amigos”, afirma Uiara.

Há uma outra parcela que nunca gostou da festa de Momo ou foi perdendo o interesse ao longo dos anos. E se engana quem acha que retiro espiritual ou viagem à praia são as únicas programações para quem não gosta de cair na folia. Muitas pessoas aproveitam para colocar a leitura, a grade de filmes e até o sono em dia.