Comportamento

TAILâNDIA » Branqueamento de pênis preocupa especialistas

Publicação: 10/02/2018 03:00

Paris - Depois do alongamento de pênis, vem agora o branqueamento. A clínica tailandesa que causou polêmica com o lançamento deste serviço também gera receio entre os cirurgiões plásticos. “Honestamente, acredito que não devam fazer isso”, disse Fabien Boucher, cirurgião plástico francês. “Isso não deveria ser realizado em pacientes que absolutamente não precisam”, enfatizou o cirurgião italiano Massimiliano Brambilla.

Na Tailândia, país obcecado com a cor da pele, uma clínica reconhecida por sua experiência em serviços de branqueamento, o Lelux Hospital, propõe há vários meses intervir com suas técnicas na tonalidade dos pênis por um preço de 520 euros (US$ 650) por cinco sessões com laser. “Temos cerca de 100 clientes por mês”, afirmou em janeiro Bunthita Wattanasiri, um dos responsáveis da clínica.

Esta nova técnica foi amplamente comentada pelos meios de comunicação tailandeses depois que o centro médico divulgou imagens de um homem submetido a tal operação. O Ministério da Saúde deste país recomendou que as pessoas não realizem essa intervenção.

Ao ser realizado com ácido ou laser, pode causar queimaduras, cicatrizes, manchas no órgão, ou o paciente pode inclusive acabar com o pênis mais escuro que de início. Fabien Boucher destacou que até agora não foi realizado nenhum estudo sobre o uso do laser ou ácido para branquear o pênis, e tampouco foi desenvolvido um produto específico para esta parte do corpo. “A pele do pênis é fina com certas particularidades hormonais”, insistiu. Além disso, a pele do pênis é naturalmente mais escura que o resto do corpo.

Enquanto as intervenções estéticas nas partes íntimas masculinas diminuem, os tratamentos estéticos do sexo feminino aumentam. Em 2016 foram realizadas no mundo mais de 95 mil labioplastias (redução dos pequenos ou grandes lábios) e mais de 50 mil vaginoplastias (rejuvenescimento vaginal), segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Já o número de operações de alongamento de pênis diminuiu no mundo (-28%), segundo a organização.