APLICATIVOS » Celulares contra as catástrofes

Publicação: 10/03/2018 09:00

Barcelona - Os celulares estão transformando a maneira como as equipes de resgate respondem às crises humanitárias, permitindo identificar exatamente os lugares mais afetados para canalizar a ajuda depois de um terremoto, furacão ou outro desastre. Paralelamente, os aplicativos nos smartphones para fazer doações de forma simples são uma fonte cada vez mais importante de recursos para a assistência, coincidiram socorristas e especialistas em tecnologia reunidos no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona.

As companhias de telecomunicações podem detectar os lugares onde se concentram os afetados por um desastre rastreando a localização de seus telefones celulares, explicou Mats Granryd, o diretor-geral da GSMA, a associação mundial de operadoras móveis que organiza o congresso. Graças a isto, “as operadoras podem ajudar os governos e as organizações não governamentais no planejamento e tomada de decisões”, disse Granyrd.

A GSMA trabalha com 20 grandes operadoras de telecomunicações presentes em mais de 100 países para estabelecer diretrizes padrão sobre como reunir e analisar dados de suas redes em momentos de catástrofes. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, a principal agência humanitária contra a fome em nível mundial, trabalha com as operadoras móveis para “saber aonde vão as pessoas” que fogem de uma área de desastre ou conflito, explicou sua diretora de tecnologia, Enrica Porcari. “É muito importante para nós saber aonde temos que dirigir nossa ajuda para garantir que chegue às pessoas”, acrescentou em uma conferência.

As agências de ajuda humanitária recorrem também às milhares de fotos e mensagens que as pessoas trocam em redes sociais para conhecer as condições no terreno. Programas informáticos permitem reunir tuítes ou outras informações que venham de zonas de crise e com base nisso elaborar mapas de zonas inundadas ou identificar os insumos que são necessários após um furacão. (AFP)