DIARINHO

Não deixe o lixo sujar a nossa vida Tratar dos dejetos e manter limpa a nossa cidade é um dever de todos: destinação adequada começa dentro de casa

Emília Prado
Especial para o Diario

Publicação: 09/09/2017 03:00

Plástico no vermelho, papel no azul, vidro no verde e metal no amarelo. Você já deve ter lido ou escutado essas regras em algum lugar e sabe que elas têm a ver com a separação do lixo reciclável. Mas você sabe para onde o lixo vai depois da lixeira? Ou para onde vai quando não é colocado nos cestos coloridos? Conhece outras maneiras de reutilizar o que muitas vezes jogamos fora?

O ambientalista Alexandre Ramos explica que o lixo da nossa casa é levado pelo caminhão que passa na nossa rua até o Aterro Sanitário da Muribeca, que fica no Centro de Tratamento de Resíduos, em Candeias (Jaboatão). O lixo aterrado serve de compostagem para o solo. A compostagem é uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, um processo natural no qual a matéria orgânica que foi descartada vai se decompondo na terra. Esta reutilização é tão simples que pode ser feita em casa, como pratica a família de Lara Almeida, 7 anos. “Usamos os restos de verduras e frutas para fazer compostagem na terra das plantas da nossa casa, assim não desperdiçamos tanto lixo”, conta a garota.

Além dos caminhões que coletam o lixo comum, existem outros que passam em 62 bairros do Recife recolhendo só o lixo reciclável. Dá pra saber se está nesta rota e cadastrar uma casa pelo site www.ecorecife.recife.pe.gov.br ou pelo aplicativo EcoRECicle. Se o seu bairro não é um dos atendidos, também é possível separar os resíduos de materiais recicláveis em casa e levar até uma das oito ecoestações que estão espalhadas pela cidade. Lá também são recolhidos móveis velhos, pneus, eletrônicos, resíduos de construção civil e óleo de cozinha usado.

Os cuidados com o lixo não devem existir só dentro de casa. Lixeiras estão espalhadas pelas ruas, praias, praças, escolas, em alguns lugares encontramos até as coloridas da coleta seletiva. Lucas Carvalho, 5 anos, diz que, quando sai, sempre procura o local mais próximo para jogar fora alguma embalagem, e ainda dá uma dica importante: “Se eu não acho nenhuma lixeira por perto, guardo no bolso até chegar em casa e lá eu jogo fora”.

O lixo reciclável coletado é vendido para indústrias que conseguem reutilizar os materiais. Ao reciclar o plástico, por exemplo, economiza-se a matéria-prima e a natureza não é tão explorada. “Na reciclagem usa-se bem menos energia que na produção do material em si. Menos lixo vai para o aterro e isso aumenta o seu tempo de vida útil, além de garantir a renda das famílias dos catadores”, diz ambientalista Alexandre .

Lara achou outro jeito de reaproveitar o lixo da sua casa. Ela aprendeu na escola que pode fazer vários brinquedos com latas, tampinhas, caixas e garrafas. Além de ajudar a natureza, contribui para a economia da casa e a brincadeira começa na produção do próprio brinquedo.

Ecoestações

Torre
(Rua Ciclovia República da Argélia com a Rua Cristiano Cordeiro)

Campo Grande
(Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Odorico Mendes)

Torrões
(Rua Maestro Jones Jhonsson)

Imbiribeira
(Avenida Mascarenhas de Morais, ao lado do Viaduto Tancredo Neves)

Totó
(Rua Onze de Agosto com a Rua Nelson de Sena)

Cohab
(Avenida Rio Largo com Avenida Santos)

Ibura
(Rua Rio Tapado com a BR 101)
- Arruda (Avenida Professor José dos Anjos, s/n