DIARINHO

Embarque na leitura Ler é um hábito com o poder de transportar a nossa imaginação para histórias e situações prazerosas e instrutivas. Prática diária facilita a compreensão dos textos

Emilia Prado
Especial para o Diario

Publicação: 07/10/2017 03:00

Florestas inexploradas, reinos encantados, um país distante, um lugar no futuro ou no presente, a Lua ou o centro da Terra. Lugares até difíceis de visitar, mas acessíveis com um livro. Talvez não pareça empolgante passar horas folheando um monte de páginas, mas não custa nada trocar uma hora de TV por uma hora de leitura, por exemplo.

Maria Eduarda Nóbrega, de 8 anos, começou a dar uma chance aos livros desde cedo. Orientada pelo irmão mais velho, Duda começou a praticar aos três anos de idade, com um livro sobre selva, que guarda até hoje. “Sempre via o meu irmão lendo. Por isso, comecei cedo e, aos 5 anos, já estava ‘craque’”, conta. Atualmente, o livro preferido dela é A magia das fadas, presente da avó. A história de fantasia estimula o exercício da imaginação: “Eu fico lendo e pensando como seria se isso acontecesse no mundo real, mesmo sabendo que não existe”. Duda diz que a sua coleção atual deve chegar a 100 livros.

Quem também guarda vários livros em casa é Marina Cavalcante, de 11 anos. Houve até época em que a estudante chegou a montar uma minibiblioteca em casa para emprestar aos vizinhos do prédio alguns exemplares. A leitura preferida dela são as histórias em quadrinhos, principalmente as da Turma da Mônica, que somam mais de 200. “Desde pequena a minha mãe lê para mim, mesmo quando eu ainda não sabia ler. Com cinco anos, aprendi e não parei mais”, lembra. Marina também compartilha da experiência de “viajar” nas histórias: “Eu gosto muito de ler, fico me colocando no lugar dos personagens, imaginando como seria se eu estivesse lá”. Além da diversão, a garota lembra um aspecto importante da leitura: “Escreve melhor quem lê”. A professora de língua portuguesa Nyêdja Cariny assina embaixo. “Quanto mais a leitura é desenvolvida, melhor escrevemos, além de conhecer novas palavras a cada história”, explica.

Os pais de Vinícius Acioli, de 8 anos, entenderam a importância e incentivaram a leitura do filho desde cedo. Aos 2 anos e 8 meses, o garoto começou a decifrar as primeiras palavras e hoje até lê livros em outro idioma: “Toda semana, pego um livro na biblioteca do curso de inglês para ler em casa”. Vinícius elege a coleção Diário de um Banana como a preferida e costuma ler todas as noites antes de dormir. Não demorou para a irmã do leitor, Luísa Acioli, de 6 anos, ter gosto pela prática também. A caçula começou aos 4 anos e hoje lê quase todos os dias. “Gosto de contar histórias para meu irmão e meus pais, mesmo sendo a mais nova da casa. Quando tenho dificuldade com alguma palavra, peço para o meu irmão me ajudar”, revela.

Bibliotecas, livrarias, a escola e a própria casa são espaços convidativos para aprimorar o hábito de ler. Desde a sexta-feira, no entanto, há mais um local para exercitar o apreço pelas letras em Pernambuco. No Centro de Convenções, a XI Bienal Internacional do Livro oferece uma infinidade de obras e atividades para quem deseja conhecer boas histórias, participar de oficinas e até testar o talento no teatro. Há uma área exclusiva para a criançada chamada de Bienalzinha. Até 12 anos, o acesso é gratuito.

“Sempre via o meu irmão lendo e, por isso, comecei cedo. Aos 5 anos, já estava craque. Fico lendo e pensando como seria se isso (as histórias) acontecesse no mundo real, mesmo sabendo que não existe”
Maria Eduarda Nóbrega, 8 anos

União
Vinicius, 8, e Luisa Accioli, 6, desenvolveram gosto pela leitura: “Toda semana pego um livro na biblioteca do curso de inglês para ler”, ele diz