Educação e Religião

Dois milhões de muçulmanos

Publicação: 09/09/2017 03:00

Meca - Mais de dois milhões de muçulmanos do mundo inteiro começaram, no dia 30 de agosto, os cinco dias de peregrinação a Meca, um rito com várias etapas no lugar mais sagrado do Islã.

As autoridades sauditas mobilizaram um reforçado dispositivo de segurança, incluindo mais de 100.000 homens, dois anos depois que uma gigantesca confusão deixou cerca de 2.300 mortos - muitos pisoteados - durante o hajj, um dos cinco pilares do Islã.

Além disso, o hajj aconteceu sob a ameaça do grupo extremista Estado Islâmico, cercado no Iraque e na Síria, mas que continua espalhando o terror, em especial no Oriente Médio e na Europa. Ao amanhecer, já se podia sentir o fervor religioso na Esplanada da Grande Mesquita, com os peregrinos prontos para chegar a Mina, cinco quilômetros ao leste de Meca.

Enquanto alguns esperavam no ônibus, outros cumprem o tawaf, o ritual de dar sete voltas em torno da Caaba, uma construção cúbica envolta em um pesado manto preto com versículos do Alcorão bordados em ouro. Muçulmanos de todo mundo oram em sua direção.

“A cada vez, surgem novas emoções”, contava Tidjani Traore, um funcionário de Benin de 53 anos, que se preparava para sua 22ª peregrinação. “Há inovações na organização e na recepção aos peregrinos. Agora, por exemplo, as instalações têm ar-condicionado”, relata.

Equipes de funcionários, asiáticos em sua maioria, limpavam a esplanada com jatos d’água várias vezes ao dia. Este ano, os peregrinos iranianos participaram do hajj. Em 2016, eles não puderam comparecer, devido à ruptura de relações entre a república islâmica e o reino saudita.

Na confusão de 2015, 464 iranianos morreram. Alguns meses depois, Riad e Teerã romperam relações depois que uma liderança xiita foi executada na Arábia Saudita e do ataque às missões diplomáticas sauditas no Irã.