GASTRÔ

Concurso comida di buteco 2018 A ideia é dar visibilidade aos estabelecimentos familiares e mostrar como pratos triviais podem fugir do lugar comum

Publicação: 14/04/2018 03:00

O público amante da gastronomia de raiz se torna comissão julgadora e vai ajudar a eleger o “melhor buteco” durante a temporada do concurso gastronômico Comida di Buteco 2018, que chega à quarta edição em Pernambuco. Este ano são 26 estabelecimentos espalhados pelo Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, que vão receber a clientela até o dia 6 de maio. Com temática livre, cada bar participante preparou um tira-gosto exclusivo, que pode custar até R$ 25,90. As casas são avaliadas em quatro categorias: sabor do petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida. Após a degustação, o jurado/cliente recebe uma cédula de votação e deposita na urna. O concurso ocorre simultaneamente em 21 cidades brasileiras para eleger o “melhor buteco da cidade”. Em julho, a segunda etapa reúne os vencedores locais e elege o 'melhor buteco do Brasil'. A lista de participantes ganhou 15 botecos estreantes.

Participantes

A Venda de Seu Biu
Olinda

Petisco: Pirão do Biu (caldão de pirão de charque)

Bar do Peixe
Brasília Teimosa

Petisco: Ensopado do Amor (ensopado de mariscos servido com farofa)

Bar do Timão
Boa Vista

Petisco: Capella Show (linguiça, cuscuz, bacon, vinagrete, molho de pimenta e creme de alho)

Bigspetto
Candeias

Petisco: Lampião e Maria Bonita (espetinhos de filé com queijo do reino e cream cheese, bacon e farofa panko de limão siciliano)

Bodega do Seu Artur
Madalena

Petisco: Costela Sertaneja do Artur (costela recheada com linguiça e ervas, molho de coalho e batata doce na manteiga)

Boteco Du Maranhão
Candeias

Petisco: Camarão ao Shugar (camarão recheado com catupiry, empanado e frito)

Caldinho do Phellipe 
Olinda

Petisco: A língua é de boi, o molho é na madeira (língua ao molho madeira,  farofa e vinagrete)

Caldo de Boteco
Boa Vista

Petisco: Moela de Boteco (moela de galinha, farofa, vinagrete e pão)

Casa de Tonho
Olinda

Petisco: Cuzcuz Seu Tonho (cuscuz, vinagrete, bode assado e bode guisado)

Confraria do Zé Perninha
Olinda

Petisco: Bumba meu boi junto e misturado (ensopado de carne bovina, costela suína e um pãozinho)

Espetinho no Prato
Boa Viagem

Petisco: Picanha Mania (picanha argentina, farofa, vinagrete e pão de alho)
 
Buteco: Esquina do Malte
Areias

Petisco: Tulipinha do Malte (asa, batata rústica e molhos da casa)

Feijoada do Mano
Prazeres

Petisco: Bolacha Recheada (frango crocante recheado com queijo coalho)

GARAGE MPOWER
Boa Viagem

Petisco: Camaro (hambúrguer, provolone e cream cheese, cebola caramelizada, batata palha e pimenta rosa)

Hora Extra Bar e Comedoria
Boa Vista

Petisco: Pastelzim Risca Faca (pasteis de frango, camarão e costelinha)

Meu Temaki Teu Boteco
Boa Viagem

Petisco: Barquinhas Ebi Shake (barquinhas de arroz, camarão e salmão)

Pettisqueria Gouveia
Olinda

Petisco: Sarapatel de galinha (miúdos guisados, pão, farinha e cachaça)

San Botequim
San Martin

Petisco: Carne de Sol do Chef (carne de sol com queijo coalho, purê de jerimum, acompanha vinagrete e farofa crocante)

Sana Beer Pub
Olinda

Petisco: Camarão nas entocas (escondidinho de camarão no creme de macaxeira com jerimum, coberto com queijo provolone maçaricado)

Buteco: Stop Bar Botequim
Prazeres

Petisco: Bolinho Bomba (bolinho de macaxeira sabor carne seca, servido com molho barbecue)

Whiskritório
Imbiribeira

Petisco: Zé Pipinho (bacalhau refogado acebolado, servido com purê de batata, maionese, creme de leite e queijo mussarela)

Receita tradicional de família
O Pra quem gosta, em Olinda, comandado por Jô Lira, apresenta o sarapatel para a disputa. "Lembra minha infância. É uma receita da minha avó, que era servida como entrada nos almoços de domingo para abrir o apetite", relembra. A casa, especializada em cozinha regional, é instalada na laje de casarão da Rua Ary Barroso, na Cidade Alta. A paisagem tem vista para o Farol de Olinda.

Técnicas e texturas
O chef Daniel Bastos, do Armazém 433, no Ipsep, batizou o prato de Panela velha é que faz comida boa, em referência ao ditado popular. A receita inédita leva filé mignon em cubinhos, fondue de queijo coalho e outras texturas, Acompanha torradinhas e pães. "Preparamos chips de queijo coalho no microondas. Ele derrete e vira um disco crocante", explica.  A casa abriu há um ano e meio.

Troféu para a mãe
Vencedor em 2017, o Bar do Cabo, em Brasília Teimosa, aposta no Sabor do Nordeste, receita com camarão ao molho de coco e farofa molhada. A notícia do prêmio veio logo após o falecimento da mãe e cozinheira Maria José. Em meio à dor, Natália decidiu continuar com o empreendimento. "Foi um presente ver o reconhecimento do trabalho que ela teve nos últimos 38 anos. O troféu foi para ela".

Tradição mineira na bagagem
Na casa instalada em quiosque no Mercado da Boa Vista, o Bar do Vizinho é comandado pela cozinheira Laura Batista. Para a estreia, ela revisitou as memórias da infância com a família em Minas Gerais. O Porco virado na lata traz carne de porco frita, macaxeira cozida, molho de tomate caseiro, torresmo crocante e um toque de alecrim fresco. O mimo é colocar uma flor em cada prato.

O tradicional repaginado
O cozinheiro Gilberto Lins, que comanda o Armazém Centenário, no bairro do Espinheiro, explica que buscou inspirações em dois pratos conhecidos: o escondidinho e a vaca atolada. A mistura resultou no Boi atolado, feito com purê de macaxeira cremoso, costela desfiada na cerveja preta e gratinado com queijo meia cura. "Substituí a charque ou a carne de sol por uma costelinha", conta.