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Tal mãe, tal carro Mães aproveitam com os filhos o tempo que passam dentro dos veículos como uma forma de diversão e estreitamento da relação

Thamires Lima
Especial para o DP
thamires.lima@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 13/05/2017 09:00

Ser mãe, muitas vezes, é ser várias mulheres em uma só. Muitas vezes, elas têm a missão de conciliar o trabalho, a casa e os filhos. Inclusive, 24 horas não são suficientes para cumprir tantos papéis, mas mesmo com pouco tempo é possivel desenvolver uma interação com os filhos até nos intervalos das obrigações. Nessas horas, o automóvel é uma boa opção para o diálogo em família.

A pscicóloga Claudia Marques, 35, é mãe de primeira viagem e leva uma vida corrida com o trabalho, mas se diverte todos os dias quando leva a filha Brenda Marques, 2, para a escola. “Sempre coloco uma música que gostamos e cantamos juntas. Também conto historinhas e, às vezes, só conversamos mesmo, mas é uma alegria só”, conta. A profissional, que divide a tarefa com o marido de levar e buscar a filha, conta que os pais precisam estar atentos a essa comunicação com os filhos. “A criança solicita isso de alguma forma, às vezes é querendo chamar atenção e eles pensam que é rebeldia, mas pode ser só a vontade de interagir”, afirma.

Izabela Lima, 27, estudante e mãe de Valentina, 6, acredita que investir no relacionamento durante o percurso em que leva a filha na escola é essencial. “Na ida, pergunto se está tudo certo com a bolsa e se ela vai ter balé. Já na volta, pergunto como foi o dia dela e o que ela aprendeu”, conta. A estudante vê o carro como um ambiente de intimidade com a filha. “O trânsito é um momento em que só estamos nós duas, não tem ninguém ao redor, então fico mais perto de Valentina”, conclui.

Com um blog voltado para crianças e um programa na rádio sobre esse universo, a jornalista Cláudia Bettini, 38, volta à infância quando está com seus dois filhos no carro. “Fazemos várias brincadeiras como descobrir nomes de frutas, de músicas, entre outros. Esse tempo com eles é muito prazeroso para mim”, conta. Mãe de Lis, 9, e de Teo,7, Cláudia acha que a tecnologia atrapalha no relacionamento com os filhos, além de diminuir o estímulo a imaginação. “Estabelecemos uma regra de não usar celular porque eles ainda estão muito pequenos e também não optamos por DVD no carro, justamente porque esse seria um tempo de diversão nosso”, afirma. Lis conta sua brincadeira favorita. “Gosto muito de adivinhar o nome das frutas, é muito legal”. Segundo a pedagoga Beatriz Pinto, a aproximação com os filhos cria uma relação que afeta a área sócio-emocional da criança, expressando o que ela tem sentido. Isso revela como está a condição emocional e desenvolve o relacionamento. Assim, quando se estabelece uma interação com os menores, duas áreas são estimuladas: a comunicação e a cognição.

De olho na lei

Aprenda brincadeiras para fazer no carro:

“Com meus olhos vejo”:

A criança descreve o que vê e os pais terão que adivinhar apenas com a descrição dela.

“Placas do carro”:

Os pais dizem um número e as crianças irão ter que procurar um carro que tenha a placa com aquele numeral.

“Qual é a música?”:
Os pais pensam em uma música e dizem uma palavra que tem nela. Em seguida, as crianças precisam adivinhar a música que você pensou.

“Qual é o personagem?”:
As crianças escolhem um personagem de desenho animado. A partir das características que os pais vão dizendo, eles adivinham qual era o personagem pensado.