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Não seja enganado ao abastecer Em caso de suspeita da qualidade ou volume do combustível do posto em que abastece, você sabe como proceder? Fique atento às dicas do DP Auto

GABRIELA BENTO
ESPECIAL PARA O DIARIO
gabriela.bento@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 13/01/2018 03:00

Você costuma parar para observar o trabalho dos frentistas enquanto abastecem o seu carro? É bom começar a ficar de olho. Isso porque no ano passado, a Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco (Sefaz-PE), junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vistoriou 403 postos de combustíveis revendedores da Região Metropolitana do Recife (RMR) e de outros municípios pernambucanos. Durante a ação, sete postos foram interditados parcialmente e outros 18 totalmente. Dentre as irregularidades, foram encontradas “bombas baixas” e combustíveis adulterados, além de fraudes fiscais. Você conhece essas práticas?

Atualmente, a Diretoria da Operações Estratégicas (DOE) trabalha na investigação de dez estabelecimentos suspeitos de participar de um grande esquema de sonegação, omitindo ao Fisco informações sobre quase 20 milhões de litros de combustíveis comercializados irregularmente. “Em 2018, temos o projeto de implantar medidores volumétricos em postos revendedores, interligados diretamente aos sistemas fazendários, o que será mais um aliado na oferta de combustíveis com qualidade ao consumidor e no combate à sonegação fiscal”, adianta o diretor geral de Operações Estratégicas da Sefaz-PE, Cristiano Dias.

É possível que você já tenha percebido que ao abastecer o seu veículo com o valor que costuma, o ponteiro subiu menos do que o esperado. Talvez você esteja sendo vítima de um golpe. Essa irregularidade é conhecida como “bomba baixa” e é mais comum do que imaginamos. Se desconfia que algum posto esteja realizando a prática, você pode pedir um teste de volume no local. Todos os postos são obrigados a ter um recipiente com escala volumétrica para comparar a quantidade jorrada com a depositada no balde. Cheque, é um direito seu.

Outra prática recorrente é a alteração na composição dos combustíveis, o que deixa o produto fora do padrão que deve ser entregue aos consumidores. Para a adulteração, é comum utilizarem solventes, como querosene, óleo diesel, água, aguarrás, álcool etílico, entre outros. Segundo a ANP, há um limite permitido para a utilização dos componentes. Em caso de dúvida sobre a qualidade, você pode pedir um teste de proveta que, assim como o de volume, também é realizado no local. Um dos componentes mais comuns utilizados é o álcool, que pode integrar até 27% do volume testado.

O gerente de pós venda da Fiat Italiana, Carlos Alberto Monteiro, alerta que o uso da gasolina adulterada pode trazer muitos danos para o veículo. “Os primeiros componentes do automóvel que sofrem são os bicos injetores, a bomba de combustível, o tanque e as tubulações. Com o tempo, pode acontecer até perda da potência”, explica.

Serviço
Para denunciar algum posto de combustível, ligue para a Sefaz-PE através do número 0800 285 1244 ou recorra a ANP pelo 0800 9700267