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Estacionar de qualquer jeito pode trazer prejuízos Há métodos de parar o veículo que podem danificar seu bom funcionamento, como também existem técnicas que não interferem na mecânica do automóvel. Confira algumas dicas para, futuramente, não pesar no bolso

Thays Martins (Especial para o Diario)
thays.martins@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 14/04/2018 09:00

Ao estacionar o veículo, nos deparamos com dúvidas relacionadas a formas seguras de deixar o carro estacionado em ladeiras, vias inclinadas ou como deixar as rodas travadas. A partir de então, foram surgindo técnicas caseiras que podem afetar ou não o funcionamento do veículo.

A seguir, serão esclarecidos alguns métodos informais, comuns entre os motoristas ao estacionar.

ESTACIONAR EM MARCHA
Para travar as rodas, motoristas costumam desligar o carro em marcha com uma alternativa de “segundo freio de mão” para dar mais segurança ao estacionar o veículo em ladeiras, por exemplo. Esse método é arriscado, pois, caso esqueça e ligue o carro, como faria em ponto morto, o veículo será impulsionado para frente abruptamente, o que pode ocasionar uma pequena batida no veículo da frente. Então, é bom ficar atento e evitar deixar o carro em marcha.

PNEUS VIRADOS
Outro costume comum entre motoristas, é deixar as rodas dianteiras viradas para impossibilitar o carro de descer em uma ladeira, caso o freio de mão falhe, sendo um método de “segundo freio” do automóvel. Esse hábito deve ser abolido em razão do risco de estrago em peças importantes como rodas, pneus, suspensão, barra de direção e, dependo da inclinação e peso exercido no veículo, pode danificar os amortecedores.

Além dos problemas específicos, que podem surgir nas duas práticas indevidas de estacionar, um problema recorrente nos veículos forçados é a presença de trepidação (ou vibração) no volante, indício que pode indicar a necessidade de um balanceamento. O condutor também pode perceber que o veículo está com o volante pendendo para a direita ou esquerda, isso é uma indicação de que é preciso realizar o alinhamento do veículo.

Emerson Leovigildo é gerente da Unibloco Alinhamento e alerta que o desalinhamento do veículo, ou desajuste da geometria de direção, pode ocasionar um prejuízo maior para o proprietário do veículo. “Quando o carro necessita de alinhamento, ele começa a ter um desgaste irregular nos pneus, o que vai gerar uma despesa ainda maior para o dono”, ressaltou Emerson. Ele destaca ainda que o alinhamento não depende do balanceamento, mas que os dois serviços fazem parte do mesmo conjunto de manutenção e são afetados pelos mesmos problemas, por isso, é comum serem realizados na mesma época de manutenção.

Tanto o balanceamento quanto o alinhamento, são serviços recorrentes em carros que são estacionados de maneira irregular ou costumam passar por buracos nas vias de circulação. Mas, caso não perceba indícios da necessidade destes serviços, no manual de cada veículo deve constar a quilometragem específica para a realização do balanceamento ou alinhamento, que variam de 5 a 10 mil quilômetros rodados.