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Moto de mãe para os filhos Lane, mãe de dois filhos, concilia diversão pessoal e vida familiar com o amor pelo mundo motociclístico, que é passado por gerações

Thays Martins (Especial para o Diario)
thays.martins@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 14/05/2018 09:00

O crescente número de mulheres, que são mães, no universo automotivo pode ser notado no dia a dia do trânsito. Antes era um ambiente dominado por homens, mas, atualmente, é procurado pelas mães como uma alternativa para economizar, assim como uma opção de lazer e paixão.

Malhaine Santos, mais conhecida como Lane, é mãe de dois filhos e presidente do moto clube Mulheres no Asfalto. Praticante de motocross e trilha há cerca de 14 anos, Lane afirma que o amor por motos começou ainda jovem. É que com apenas 8 anos, ela já ficava fascinada com o pai manobrando a moto e passando para ela dicas de pilotagem.

Essa paixão foi passada para seus filhos, Lucas e Adilane, que herdaram um pouco desse sentimento. Lucas, de 19 anos, mais aventureiro, é adepto ao Motocross desde os 15 anos. Movido pela adrenalina, coleciona troféus de diversas posições do pódio e já realizou diversas trilhas ao lado da mãe. “Teve uma vez que estávamos fazendo uma trilha muito difícil, fiquei muito preocupada com ele. Quando avançamos mais, fiquei esperando Lucas passar e nada. Desisti de seguir a trilha e comecei a voltar pra procurá-lo e foi quando me avisaram que ele já tinha me passado e eu não tinha visto”, lembra a genitora.

Já Adilane, de 22 anos, puxou ao lado mais tranquilo e viajante de Lane. Simpatizante da estrada, participa do moto clube presidido pela mãe e ama longas viagens como também passeios pela cidade. Deixou as competições para a mãe e o irmão, guardando a adrenalina para os momentos de apresentação nos palcos como passista de frevo.

Atualmente, Lane relata que vem sendo mais respeitada no mundo das duas rodas e conta que o amor pelas motos aumenta a cada dia, apesar de ter encontrado dificuldades e preconceito no começo. “A maioria dos homens acha que mulheres não têm capacidade de pilotar uma moto mas, na verdade, em certos momentos, somos melhores e mais cuidadosas que eles”, conta.

Em 2004, Lane enfrentou sua primeira corrida. Na época, havia apenas a categoria masculina e, em 2014, ajudou a criar a categoria para mulheres no motocross. Devido à rotina apertada, Lane  deu uma pausa recente, pois o esporte necessita de treino e dedicação. “Iniciei por conta do meu ex-marido em 2004. Ele me incentivou a participar das trilhas e motocross porque eu sempre criticava quando ele chegava muito sujo em casa após os passeios, então ele me convidou pra ir junto”, relata. A primeira moto da competição de Lane foi uma Yamaha DT 180, que na época estava no auge das motocicletas.

MULHERES NO ASFALTO

Em 2010 foi fundado o moto clube Mulheres do Asfalto, localizado em Ouro Preto, Olinda, por Waldete Menezes que, atualmente, não pode mais pilotar devido a um acidente, mas acompanha o grupo de carro ou triciclo com seu marido. Hoje, o moto clube é presidido por Lane, sua vice Aryanne Ayres e possui 22 participantes, sendo oi mães.

Interessadas em participar do moto clube Mulheres no Asfalto podem entrar em contato através do instagram @mulheresnoasfalto ou pela page do facebook Mulheres no Asfalto Moto Clube Olinda. O grupo possui uma reunião mensal de articulação de viagens e eventos a serem realizados.