ECONOMIA

Diario econômico

Rochelli Dantas - interina
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Publicação: 19/08/2017 03:00

Importados sem taxação

No que depender do ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Filho, a cobrança do Imposto de Importação de etanol dos Estados Unidos não acontecerá. O representante do governo federal até admite que o volume de importação está muito alto - nos primeiros cinco meses a quantidade foi superior a toda a registrada no ano passado - , mas, para ele, não justifica a aplicação de uma alíquota sobre a chegada do produto. “Não vamos aguentar pressão por tanto tempo pelos EUA. Eles vão taxar alguma coisa de lá para cá e não sustentaremos”, disse. Segundo ele, apenas a discussão já gerou um desconforto junto aos diplomatas, que estão procurando os órgãos reguladores para sondar a aceitação do pleito dos produtores nacionais. Por outro lado, Bezerra Filho diz que deve haver uma maior fiscalização para que o produto vindo de outro país obedeça algumas regras exigidas no mercado nacional. Por aqui, os produtores precisam, por exemplo, ter estoque mínimo, tancagem e percentuais ao final da safra. Neste sentido, novas regras devem ser aplicadas por meio de uma Medida Provisória para o mercado internacional. Será apenas um paliativo para que o impacto do produto estrangeiro na safra nacional não seja tão alto. Para o titular do MME, a saída definitiva para a valorização do produto nacional é o chamado Renovabio, programa que visa aumentar a participação de biocombustíveis na matriz energética. É a principal bandeira do governo federal. Este, inclusive, pode ser considerado o único projeto do governo Temer a não ter uma oposição forte. Mas o produtor quer medida imediata. O que não virá do Renovabio, já que este está em fase de análise na Casa Civil para, em seguida, ir para avaliação da Presidência. Até lá, as discussões, e a pressão, seguirão.

JOGO RÁPIDO

Kaio Maniçoba // Secretário de Habitação de Pernambuco

Porque o senhor optou por não acumular a presidência da Cehab?
Nossa ideia é que a Cehab tenha um suporte mais técnico. Além disso, temos o desafio de conseguir mais recursos para obras. Por isso quero focar minhas energias.

Quais os projetos que o senhor irá priorizar?
Esta semana estaremos em Brasília, onde teremos uma reunião com o Ministério das Cidades para liberação de recursos para a obra da Via Metropolitana Norte. Ela é dividida em duas etapas: a primeira está em andamento que é o Fragoso II, com previsão de conclusão para dezembro. A segunda etapa é o alargamento e revestimento de 2,2 quilômetros do canal do fragoso, a construção de um viaduto sobre a PE15 e de quatro pontes sobre o canal e a implantação de 6,1 quilômetros de extensão de vias marginais. Precisamos viabilizar recursos.

Quais ações serão tomadas para diminuir o déficit habitacional?
A promessa do governo do estado é chegar ao fim do mandato com 20 mil unidades habitacionais em curso. Não vamos dizer que estarão prontas, mas ao menos andando. Nas próximas semanas publicaremos uma chamada pública para cinco terrenos. Nesse tipo de licitação, o estado cede o terreno para que o construtor possa erguer imóveis na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Há queixas dos construtores com relação as exigências da faixa 1 do programa, que tornam o custo da obra mais alto. Há interesse?
Tem, sim. Sabemos das dificuldades. O valor dos imóveis aumentou substancialmente. Estamos dialogando, conversando com empresas que estão tocando obras para entender o que pode ser feito para ajudar. Além disso, estamos tentando mudar a forma de licitação. Uma empresa só concorrerá dentro de um interesse, para evitar que uma empresa pegue mais de um projeto.

O que será feito para diminuir o prazo de aprovação de projetos?
Acabamos de implantar a Câmara de Aprovação de Projetos Habitacionais, onde as empresas poderão apresentar projetos e tenham um retorno em 30 dias. Hoje levam dez meses. Nesse centro haverá representantes de seis órgãos do estado e a Celpe, todos atuando em conjunto para avançar nas análises e desburocratizar o processo.

Em expansão
O Centro de Ensino Grau Técnico vai fechar 2017 com mais duas novas unidades em Pernambuco, nas cidades de Garanhuns e Goiana. O investimento gira em torno de R$ 1,5 milhão. Fora do estado, o grupo aposta no sistema de franquias. A meta é em um ano abrir mais 13 unidades.

Ainda essenciais
Apesar das facilidades e do crescimento das vendas online, os agentes de viagens ainda têm papel importante nas vendas. Pelos dados apresentados pela Abav Nacional, essas empresas são responsáveis por 70% das emissões de bilhetes aéreos nacionais e por 85% das internacionais.

Com APORTE de…
R$ 2 mi
O Hospital Jayme da Fonte adquiriu o Artis Zee Floor, da Siemens. O equipamento vem integrar o Centro de Hemodinâmica, gerando uma alta de pelo menos 30% nos atendimentos.

De PE para Toronto
O Canadá se tornou o destino mais procurado por intercambistas e imigrantes. Pensando nisso, a empresária pernambucana Bárbara Coelho expandiu a Wide Intercâmbio abrindo uma filial em Toronto. A ideia é oferecer aos estudantes uma consultoria in loco. O investimento foi de R$ 10 mil.

Nova casa
Especializada no segmento de aluguel e revenda de peças seminovas de alta costura, a loja Bye Bye Vestidos investiu R$ 100 mil na mudança da unidade de Casa Forte para a Madalena. A expectativa é de que a troca gere um aumento de 20% no fluxo de caixa.