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Mortos em atentado em Manchester Polícia local disse que explosão em show da cantora norte-americana Ariana Grande foi "terrorista até que se prove o contrário"

Publicação: 23/05/2017 03:00

Ao menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas na noite de ontem, em um atentando em um show da cantora americana Ariana Grande na cidade britânica de Manchester. “Até agora foram confirmados 19 mortos e 50 feridos”, anunciou a Polícia de Manchester em um comunicado, informando que consideravam o ato “um atentado terrorista até que se prove o contrário”.

Uma equipe de especialistas em explosivos examinava o local. A polícia recebeu o aviso de uma explosão na Manchester Arena, com capacidade para 21 mil pessoas, às 22h35 (18h35 Brasília). A cantora americana tem grande apelo junto aos adolescentes e o público que assistiu ao show, a julgar pelos primeiros testemunhos, não passava, na maioria dos 20 anos. “É tão triste, estava cheio de moças lindas”, contou à Sky News Jenny Brewster, que acompanhou a filha em seu primeiro show.

Pouco antes das 23h locais (19h de Brasília), começaram a circular nas redes sociais notícias de duas explosões no pavilhão britânico, ao final do concerto, enquanto algumas testemunhas também falaram de disparos. Um porta-voz da cantora contou à BBC que ela estava bem.

Imagens da TV mostraram a polícia e os serviços de emergência chegando em grande número no pavilhão, enquanto o serviço ferroviário na vizinha estação Manchester Victoria foi paralisado e os passageiros, evacuados. Uma explosão controlada de um objeto em Manchester revelou que, dentro, havia roupa, e não bomba. “Eu e minha irmã, junto a muitos outros, estávamos vendo Ariana Grande se apresentar no Manchester Arena, e estávamos saindo do pavilhão por volta das 22h40 e 22h45, quando se ouviu uma grande explosão e todos tentamos fugir do pavilhão”, relatou o espectador Majid Khan, de 22 anos. “Todo mundo no lado do pavilhão onde se ouviu a explosão veio de repente correndo para nós.”

“Ariana Grande acaba de se retirar por trás da cortina e haviam ligado as luzes quando houve essa grande explosão e uma nuvem de fumaça. Vi cinco pessoas ensanguentadas”, disse ao jornal The Guardian um jovem de Sheffield (Norte da Inglaterra).

O grau de ameaça de atentados no Reino Unido é “severo”, o segundo mais elevado das autoridades. O primeiro grau é “crítico”, que se ativa em caso de ameaça iminente. O ataque precedente no país foi em março: um homem lançou seu carro na direção de pedestres perto do Parlamento, antes de matar um policial que vigiava o edifício, deixando seis mortos. O agressor acabou sendo executado.

Na falta de uma reação imediata da primeira-ministra britânica, Theresa May, o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, lamentou “o terrível incidente de Manchester”. “Meus pensamentos estão com todos os afetados e com nossos eficientes serviços de emergência”, escreveu Corbyn no Twitter. No final da noite, a primeira-ministra britânica Theresa May condenou o “horrível atentado terrorista”. (AFP)