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Ponto de virada Com Grafite em campo, Santa Cruz espera fazer do duelo contra o Guarani, neste sábado, o marco da sua reação na Série B

Rafael Brasileiro
rafael.brasileiro@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 19/08/2017 03:00

Há mais de um mês o Santa Cruz não vence na Série B. Exatos 31 dias completados neste sábado, quando o time enfrenta o Guarani. O triunfo por 1 a 0 sobre o Vila Nova, em 18 de julho, parece algo ainda mais distante ao se constatar que o futebol coral não evoluiu de lá para cá. Só piorou. Nesse período foram cinco jogos, sendo um empate e quatro derrotas. Uma situação que jogou o Tricolor do Arruda para a parte de baixo da tabela. Detalhes que o técnico Givanildo Oliveira prefere esquecer para a partida, marcada para as 16h30. Uma tentativa de afastar a negatividade dos maus resultados e trilhar um novo caminho na Série B.

“Tava doido para me esquecer e tu vem me lembrar disso aí (um mês sem vencer)? Um mês é muito para mim. Não lembro da última vez que fiquei um mês sem vencer. Mas eu continuo confiando. Estamos dando uma condição ao adversário (liberdade de jogar) dentro e fora de casa. Acho que sofremos 13 gols em cinco jogos. Isso é muito para mim”, declarou o técnico antes de viajar para Campinas.

Tantos resultados negativos fizeram o treinador sacudir a equipe com mudanças. Ao todo serão seis alterações em relação à última escalação, com uma maior preocupação para o sistema defensivo. A nova dupla de zaga será composta por Sandro e Anderson Salles. Outro ponto que contribui para uma melhor proteção ao gol de Julio Cesar é o retorno do experiente Elicarlos na cabeça de área. Além disso, o técnico espera que as entrada sde Léo Lima e Grafite deem mais força ofensiva e experiência ao time.

Com todas essas mudanças, o comandante deseja começar a recuperar os pontos perdidos nas últimas cinco rodadas. “Se tivéssemos vencido pelo menos dois jogos desses cinco jogos, isso nos daria condição de estarmos brigando (pelo acesso). Estamos beirando ali a parte de baixo e temos que reagir a partir desse jogo.”

CLIMA MELHOR

A reação que Givanildo pensa é para fugir do Z4, mas é inegável que após dez dias treinando, com várias mudanças feitas e o retorno de Grafite, o clima no Arruda melhorou. Ao ponto de o Santa encarar o duelo com o Bugre como decisivo para manter uma chama de esperança acesa numa impensável - neste momento - briga pelo acesso à Série A. Por isso, só a vitória interessa. Um empate pode significar a entrada no Z4 e a piora de uma situação que já é bastante incômoda.

Adversário
Estrelas no banco

A mesma sensação que o técnico Givanildo teve em relação ao elenco do Santa Cruz, teve o técnico Vadão quanto ao seu time, o Guarani. Decidiu que precisava sacudir a equipe. E mexeu na escalação do Bugre de forma drástica. Ao todo serão oito mudanças. Nomes que pareciam intocáveis no elenco da equipe, como Fumagalli e Eliandro, foram para o banco de reservas. “Não estou punindo ninguém, apenas estou tentando uma alternativa para a gente voltar a vencer. Dentro e fora do campo, nós somos um grupo só”, explicou o treinador.