DIVERSIDADE » Paradas LGBTI+ reivindicam direitos

Publicação: 29/06/2020 03:00

Combinando política e festa, as Paradas do Orgulho LGBTI+ reivindicam anualmente direitos para a comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O primeiro evento ocorreu em Nova York em 1969, como resposta ao episódio ocorrido no bar Stonewall Inn. Frequentadores da boate resolveram reagir às frequentes e violentas batidas policiais ao local no dia 28 de junho, data que marca, hoje, o dia internacional do orgulho LGBTI . A primeira edição brasileira da marcha ocorreu em 28 de junho de 1997, em São Paulo, reunindo cerca de 2 mil pessoas sob o tema “Somos muitos, estamos em várias profissões”. Em 2002, o evento já reunia 500 mil pessoas, com grande  visibilidade.

De lá para cá, cresceu vertiginosamente e passou a integrar o calendário turístico da cidade. No Brasil, hoje, ocorrem 250 marchas por todo o território nacional. A 23ª Parada em São Paulo reuniu, no ano passado, cerca de três milhões de pessoas e movimentou R$ 403 milhões, de acordo com a prefeitura. Este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, o evento foi adiado para novembro, mas ganhou uma edição em formato digital no mês de junho.

“A Parada despertou para o mundo que nós somos muitos, estamos em todos os lugares e somos muito diversos”, afirma Toni Reis, pós-doutor em educação e diretor da Aliança Nacional LGBTI . Para ele, nas Paradas a pluralidade da comunidade LGBTI se evidencia, demonstrando como pessoas de diversas classes sociais, raças e gerações adotam diferentes posturas e estéticas para expressar sua sexualidade e gênero.