DIARIO ECONôMICO » Falta tratar de tarifas

por Rochelli Dantas
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Publicação: 23/05/2020 09:30

As companhias aéreas começam a ensaiar uma retomada dos voos em junho. Embora ainda muito distante do cenário da pré-pandemia da Covid-19, as três grandes companhias aéreas do país vão operar em média 100 novos voos diários no próximo mês. Serão 15 na Latam, em média, além de 32 na GOL e 53 na Azul. Em Pernambuco, os anúncios de novas rotas começam a chegar. A Azul, que tem o Recife como principal centro de conexões no Nordeste, anunciou que passará a operar, a partir de 15 de junho, voos diários para Congonhas, em São Paulo, uma ligação inédita para a empresa. Na mesma data, a GOL inicia a retomada de uma rota diária ligando Salvador a Recife. Mas, apesar dos novos anúncios, este ainda está longe de ser um cenário de normalidade.

A oferta de assentos nos aviões recuou 91,35% na mesma comparação. Esses dois indicadores são os piores resultados mensais da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000. São dados que mostram o cenário de esvaziamento que o setor enfrenta. Ou seja, o discurso agora é de retomada, mas ainda precisam de muitos fatores para que isso se reflita em passagem comprada. Além do afrouxamento das medidas de isolamento, o componente preço vai ser determinante. Por enquanto, as companhias só falam que os cuidados com a higienização das aeronaves serão rígidos e o uso de máscaras obrigatório. É pouco.

No cenário que o mundo enfrenta, na briga contra um vírus e ainda sem uma vacina, é muito difícil dizer que apenas essas medidas sejam eficazes. A redução das tarifas pode ser um bom atrativo. Depois de tanto tempo em isolamento, viajar é a melhor alternativa. Porém, o cenário econômico e sanitário é outro. Somente novas rotas e medidas de higienização não contemplam.

Mercado têxtil
Alunos da UNIFG realizaram um estudo sobre produtos que começaram a ganhar mais espaço no mercado durante período de pandemia do novo coronavírus. Entre os itens analisados estavam as máscaras de tecidos. Antes, o maior índice de procura era de 35,3% de pessoas que compravam uma vez a cada semestre. Agora, aumentou para uma vez na semana com percentual de 31,3%.

Delivery
O restaurante Pobre Juan está intensificando o serviço de delivery no Recife durante o  período da pandemia. Segundo Henrique Santos da Silva, gestor da rede, o objetivo é fortalecer o serviço, já que as entregas serão responsáveis por 70% da receita, mesmo quando houver a reabertura do comércio. A volta dos clientes, de acordo com pesquisa do grupo, acontecerá de forma gradual e, por isso, a aposta é para fortalecer as entregas.

30% - Orientações
A AGE Consulting diz que boa parte da demanda hoje são consultorias a pequenas e médias empresas que buscam saber como sobreviver à crise causada pela pandemia. O consultor contábil e tributarista Sérgio Costa diz que a dica primordial é aproveitar o adiamento de tributos e taxas que muitos órgãos oferecem. Em média, esses gastos correspondem a 30% da despesa mensal da empresa.

Digital
A Sicredi Recife, Instituição Financeira Cooperativa, constatou um crescimento de 24% no número de acessos e de 35% nas transações do aplicativo Sicredi, em comparação a 2019. Com a pandemia, os canais digitais, que já apresentavam crescimento, foram impulsionados.

Capacitação
A Vivix Vidros Planos, empresa do Grupo Cornélio Brennand, está realizando a ação Vivix por Você com 1.500 vidraceiros das cidades do Recife, Maceió, João Pessoa, Natal, Fortaleza, Aracajú, Salvador e Lauro de Freitas. Os profissionais receberam capacitação técnica online sobre a  linha VIVIX Spelia. Ao final, receberam cestas básicas.

Funerária Digital
A Funerária, Cemitério e Crematório Morada da Paz, uma empresa do Grupo Vila, lançou a Funerária Digital Morada da Paz, onde é possível adquirir todos os produtos e serviços funerários oferecidos pelo Morada da Paz. A plataforma já teve mais de 2.500 visitantes, sendo mais de mil de Pernambuco. A meta é dobrar o número em junho.

Renda e conscientização
A Usina da Imaginação redirecionou seus projetos nas comunidades do Recife para cuidar dos trabalhadores autônomos e ambulantes. Assim, está investindo na formação de costureiras para produção e doação de máscaras, na articulação, cuidado e transformação de vendedores de rua em multiplicadores de conteúdo sobre a doença.